Salvador tem índice alto de Hepatite B
Salvador mantém um índice de casos de Hepatite B acima da média nacional, que é de 5,2. A capital baiana teve média de 8,6 casos por 100 mil habitantes, 65% acima da nacional. A estatística é do Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2026, do Ministério da Saúde e trazem uma informação preocupante.
A Bahia registrou 610 casos no ano, um número alto para a doença, que preocupa os médicos. A Hepatite B é causada por um vírus que pode estar no sangue, no sêmen ou na secreção vaginal, sendo transmissível. Ele ataca o fígado e pode ficar dormente, sem sintomas, por muito tempo. Daí a importância da testagem.
O virus pode ser eliminado pelo próprio organismo, o que torna a pessoa imune se acontecer em até seis meses. Caso contrário, a infecção se torna crônica e a destruição do fígado segue aos poucos, por até 30 anos sem sintomas. Quando se descobre, o fígado já está sem condições O risco de virar crônica é de 90% nos bebês e até 5% nos adultos.
A transmissão pode ser por sangue doado, relações sexuais e na gestação, da mãe para o bebê. Mas não existe nenhuma chance de ser passara po um aperto de mão, por exemplo. Existe uma vacina, gratuita pelo SUS, que pode ser tomada por pessoas de qualquer idade. O recomendável é fazer teste pelo menos uma vez.
A importância fica ainda maior se a pessoa convive com alguém que já teve ou tem HIV, hepatite C e diabetes. O teste é feito com uma gota de sangue da ponta do dedo, com resultado em 30 minutos. Mesmo que seja preocupante, a doença não impede uma vida normal, desde que seja acompanhada.
Em Salvador, a Clínica-escola da Faculdade de Medicina Zarns Salvador oferece testagem e assistência médica gratuitas.
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