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claudio humberto
25.Setembro.2021

Bivar exige PSL/DEM vetar Bolsonaro

Definido como futuro presidente do partido que surgirá da fusão do PSL com o DEM, o deputado Luciano Bivar (PE) fez apenas duas exigências para chegar a um acordo com a sigla presidida pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto. A primeira é que o novo partido jamais faça parte da base de apoio ao atual governo e a segunda é barrar eventual tentativa de filiação do presidente Jair Bolsonaro, de quem Bivar virou inimigo. O novo partido nasce com a maior bancada da Câmara: 81 deputados.


Viaturas nos corredores

Após três anos de pressão dos seguranças, agora “policiais legislativos”, a Câmara do DF fará licitação para gastar quase R$320 mil na compra de duas viaturas sem qualquer utilidade. A menos que tenham tamanho de velocípedes para circular nos corredores da Câmara Legislativa.


Prerrogativa seletiva

A oposição na CPI critica a Câmara por aceitar representação contra Luís Miranda (DEM-DF). Randolfe Rodrigues pediu a cassação de Daniel Silveira, mas agora diz que parlamentar não pode ser punido por ‘parlar’.


Afano foi grande

Da fortuna federal transferida aos governos estaduais na pandemia, R$4,2 bilhões estão sob suspeita de irregularidades. O ministro Wagner Rosário (CGU) estima que R$250 milhões podem ter sido afanados.


Leite favorito

Importante consultoria internacional de risco político, a Eurasia aposta na vitória do governador gaúcho Eduardo Leite nas prévias do PSDB, de 21 de novembro, para escolher o candidato do PSDB a presidente em 2022.


Prioridades

Senadores devem estar mais preocupados em aparecer brigando na CPI do que aprovar projetos importantes: a sessão que avaliará endurecer regras para cargos em comissão foi adiada... por falta de quórum.


Inquisição

O senador Eduardo Girão (Pode-CE) denunciou Rogério Carvalho (PT-SE) por tentar “intimidar” Luiz Carlos Heinze (PP-RS) pedindo sua inclusão no relatório da CPI como propagador de fake news. Ele pediu respeito. “É um tribunal de inquisição na prática”, disse Girão.


Faltou chá de camomila

A lacrolândia nacional foi à loucura quando Bolsonaro ocupou a tribuna da assembleia geral da ONU, terça (21). As manchetes em alguns sites no Brasil só não usaram palavrões para se referir ao presidente. Ainda.


País indígena

Bolsonaro desmentiu a velha mentira sobre o “desamparo” das populações indígenas. Ele contou que os índios são proprietários de 14% do território brasileiro, “mais que Alemanha e França somadas”.


Sempre teve

Circulou na internet que a churrascaria Fogo de Chão, de Nova York, teria “improvisado” mesas externas para acomodar Bolsonaro e comitiva. Lorota. Quem já esteve lá garante que o espaço já estava lá há meses.


Tamanho da ajuda

O ministro Wagner Rosário (CGU) informou que o governo federal transferiu mais de R$120 bilhões para estados e municípios combaterem pandemia. Parte desses recursos foi afanada. Falta a CPI investigar.


Ciência roubada

Operação da Polícia Federal desbaratou um esquema que, entre 2015 e 2020, desviou dinheiro público para pesquisa científica na Universidade de Brasília e no CNPq, onde mais reclamam da “falta de apoio à ciência”.


Queria e conseguiu

Pessoas não vacinadas têm acesso livre às áreas externas mantidas pela maioria dos restaurantes de Nova York. Lanchar pizza na rua foi uma opção de Bolsonaro, que fez isso para “causar”. E conseguiu.


Casamento de interesses

A “fusão” do DEM e PSL pode virar a primeira “federação” partidária, caso isso prospere. Fundadores do DEM torcem o nariz, mas é o PSL de Luciano Bivar que tem os milhões do fundão eleitoral.


Reduzir ICMS, que é bom...

Em nota, vinte governadores dizem que aumentaram os combustíveis, não o imposto estadual ICMS. Mas omitem que também se recusam a reduzir o tributo. À exceção de Ibaneis Rocha, governador do DF, que reduziu ICMS sobre combustíveis e uns trinta de itens da cesta básica.


Dúvida

“E se as atuais pesquisas, que dão como líder o ex-presidiário que nem pode se arriscar a sair às ruas, forem o álibi para o resultado das urnas ‘invioláveis’ em 2022?”, pergunta o cientista político Paulo Kramer.


Indignado

O senador Jorginho Mello fez coro à indignação contra a quarentena de militares nas eleições. “A gente vê o Lula sair direto da cadeia para se candidatar a presidente e o militar da ativa tem que esperar quatro anos”.



:: Poder sem pudor


‘Democracia’ garantida

Nos anos 1940, apesar do fim da ditadura Vargas, o poder político era definido segundo a vontade dos “coronéis”, no interior. Era o caso de São Caetano, no agreste pernambucano. Lá, mandava o “coronel” João. Na primeira eleição após o Estado Novo, ele destacou capangas para o trabalho, digamos assim, de “boca de urna”.

Ficavam nas proximidades dos locais de votação perguntando aos eleitores se eles votariam no candidato do coronel. Se a resposta fosse “não”, os eleitores ouviam a “sugestão”: “Acho melhor o senhor não votar, não. É para não atrapalhar a democracia...”


# Coluna do jornalista Cláudio Humberto, do Diário do Poder

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