Russos fraudavam material pró-Lula

Em 8 de outubro de 2026, a OpenAI (empresa por trás do Chat GPT) publicou um relatório de segurança sobre duas operações clandestinas de influência, de origem russa e iraniana, que usaram a sua inteligência artificial para inserir conteúdo em veículos de imprensa.

A russa, chamada Dark Clark, administrava uma fachada de pesquisa na América Latina; a iraniana, Bogus Bylines, usava jornalistas fictícios. O ChatGPT auxiliava na produção de textos, falsificações e relatórios internos. A empresa informa que suspendeu as contas identificadas.

No Brasil, o documento identificou uma comparação entre os governos de Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva produzida pelo Social Research Center (SRC), centro que a OpenAI atribuiu à operação russa. O artigo associou Bolsonaro ao desgaste institucional e Lula à recuperação da credibilidade do país. A apuração encontrou outros textos sobre o presidente e vagas do SRC para profissionais residentes no Brasil.

Os trabalhos do centro também chegaram à imprensa e à academia. A colombiana UNIMINUTO Radio publicou uma reportagem baseada em pesquisa do SRC; uma coluna convidada da La Silla Vacía citou outra análise. Na Argentina, um artigo do Instituto de Relações Internacionais da Universidade Nacional de La Plata incluiu o centro em suas referências.

O artigo Entre el Arreglo y la Reconstrucción, disponível em espanhol e inglês, apresenta suas conclusões como resultado de uma consulta a especialistas. Reconhece a reforma da Previdência no governo Bolsonaro, mas relaciona sua gestão à instabilidade, aos conflitos ambientais e à perda de confiança dos investidores. A Lula atribui a recuperação social, institucional e diplomática do país.

“A era de Lula, por sua vez, restaurou a posição moral e diplomática do Brasil”, afirma o texto, em tradução do espanhol. A publicação cita Greissly Dallanny Cárdenas Angarita, Julieta González Tognazzolo e José Enrique Solís Quevedo. O enquadramento favorece a imagem do petista.

O assunto reaparece em Lula, Markets, and the Indian Factor in Brazil’s Economic Strategy – 2026, listado no catálogo em 30 de março. O artigo relaciona programas sociais ao apoio eleitoral e apresenta a aproximação com Índia e BRICS como proteção contra choques econômicos. Também descreve desconfiança dos mercados e riscos fiscais.

Outra publicação, sobre a ascensão da direita latino-americana, apresenta o Brasil como exceção. Atribui ao cientista político Sébastien Dubé a avaliação de que Lula teria boas chances de vencer Flávio Bolsonaro, por sua aprovação, pelas divisões na família Bolsonaro e pela reação dos eleitores às ameaças e tarifas de Donald Trump. Por David Agape, de A Investigação.

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sao pedro

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