Ilhéus sofre alta infestação de Aedes

Ilhéus está com Índice de Infestação Predial de 5,7% de larvas do Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como dengue, zika, chikungunya. O percentual é muito maior do que o aceitável pelo Ministério da Saúde, que preconiza que fique abaixo de 1%. A situação foi identificada no terceiro Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa) deste ano.

Com o índice de 5,7%, a cidade corre risco de enfrentar uma epidemia das doenças durante o verão. Para tentar evitar, a Secretaria de Saúde está reforçando o trabalho nos bairros com maior índice de infestação e apelando para que a população contribua, eliminando criadouros e recebendo os agentes.

Os dados mostram que cerca de 70% dos criadouros estão nos quintais, em tanques, tonéis e caixas d’água, pneus ou garafas e latas vazias. A orientação é eliminar recipientes que possam acumular água, além de permitir a entrada dos agentes, que atuam identificados com uniforme e crachá.

A população também pode comunicar focos em imóveis abandonados ou fechados, especialmente piscinas com água parada, pelo telefone 3234-2040, sem precisar se identificar. A Prefeitura está instalando ovitrampas, armadilhas que monitoram a presença do Aedes aegypti coletando os ovos.

Elas já foram instaladas nos bairros Teotônio Vilela, Iguape, Nossa Senhora da Vitória e Nelson Costa, ecoletaram 15.704 ovos até o momento. A estratégia será ampliada para o bairro Basílio, conta Roberto Almeida, coordenador de campo de combate às endemias.

Ele reforça que o índice considerado satisfatório pelo Ministério da Saúde é inferior a 1%. Entre 1% e 3,9%, a classificação é de alerta, enquanto índices a partir de 4% indicam situação de risco. O primeiro LIRAa do ano apontou 9,1% e o segundo 5,6%.

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sao pedro

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