Obra da Amélia Amado limita árvores
Durante uma vistoria nas obras da Avenida Amélia Amado, no centro de Itabuna, a secretária de Infraestrutura e Urbanismo, Sônia Fontes, comentou a dificuldade de urbanizar o parque linear que está sendo implantado ao longo das duas pistas. Elas são divididas pelo canal, que não pode ser fechado.
A equipe de arquitetos, paisagistas e urbanistas desenvolveram um projeto específico, já que a avenida tem 3,5 km de extensão e a maior parte é construída sobre o canal pluvial, com laje já existente. "Isso torna a obra mais complexa, uma vez que não há solo para o plantio de árvores com raízes profundas".
Sônia ressalta que a área abriga duas grandes avenidas de tráfego contínuo de veículos e pedestres. "Por isso, o projeto adequado à realidade local é o preenchimento de alguns trechos com árvores nativas da Mata Atlântica, como os Ipês brancos, nos trechos com mais profundidade do solo," conta.
Os técnicos explicam que o solo tem apenas 40 centímetros de profundidade, o que impossibilita o plantio de árvores maiores. Os trechos mais rasos serão preenchidos com arbustos, flores, vegetação de ornamentação e aromáticas, que inibem a proliferação de insetos.
A secretária enfatiza que a compensação ambiental é feita pelo Programa Itabuna Mais Verde, da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente (Seagrima). Para cada árvore nativa retirada são plantadas 10 novas mudas, enquanto para cada árvore exótica a compensação é com cinco novas mudas.
“O paisagismo é uma espécie de aconchego para quem circula na avenida e desperta o sentimento de pertencimento na população. Por isso é necessário humanizar e não apenas urbanizar,” concluiu a secretária no final da vistoria da avenida.
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