Servidores da Bahia 'agiam' no Master

Duas associações de servidores públicos da Bahia aparecem nas investigações sobre os negócios do Banco Master. A Associação dos Servidores Técnicos e Administrativos do Estado da Bahia e a Associação dos Servidores do Estado da Bahia somavam mais de 103 mil autorizações para descontos em contracheques em 2025.

A carteira associada aos descontos é estimada em R$ 1 bilhão. A Polícia Federal investiga se os créditos foram usados em operações fraudulentas do Banco Master com o Banco de Brasília. O BRB comprou R$ 12 bilhões em ativos posteriormente considerados irregulares.

As investigações ligam as duas associações a Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. Relatórios do Ministério Público Federal indicam que o empresário teria criado e controlado as entidades por meio de terceiros. O Banco Master apresentou versões diferentes ao Banco Central sobre a origem dos créditos negociados com o BRB.

Augusto Lima chegou a ser preso e atualmente responde em liberdade, com tornozeleira eletrônica. A defesa nega participação em fraudes e afirma que ele deixou o Banco Master em maio de 2024, antes dos fatos investigados.

Lima comprou a Ebal e a Cesta do Povo nas mãos do então governador Jaques Wagner (PT), por um valor irrisório. Depois, o governador seguinte, Rui Costa (PT), baixou decreto proibindo os servidores de usar qualquer outra financeira para empréstimos consignados ou portar a do Credicesta para fora.

Rui também aumentou o limite de endividamento para 30% do salário bruto, o que tornou o servidor refém de um só banco, com um endividamento que deixa pouca coisa para manter a família. O Credicesta foi a base para as fraudes do Banco Master, de Daniel Vorcaro, investigado por pagar propina a petistas como Wagner.

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sao pedro

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