PF faz buscas em Santa Cruz Cabrália
A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal (PF) estão executando a Operação Linha do Tempo, que investiga fraudes em licitações, corrupção e desvio de verbas federais em contratações feitas pela Prefeitura de Santa Cruz Cabrália (BA). As ações contam com apoio da Polícia Civil e da PM.
Segundo a PF, a investigação começou a partir de análises técnicas da CGU, que identificaram indícios de direcionamento de licitações, contratos com valores acima do esperado e uso de empresas para criar uma falsa aparência de concorrência.
As suspeitas envolvem contratos pagos com recursos federais de diferentes áreas, entre elas ações emergenciais, compra de móveis e equipamentos para escolas e aquisição de playgrounds para a rede municipal de ensino. A PF não revelou, mas a ação pode ter relação com contratos deste tipo feitos em 2022, quando o prefeito era Agnelo Santos, já investigado na Operação Fraternos, em 2017.
Agnelo, então prefeito de Santa Cruz Cabrália; sua irmã Cláudia Oliveira (prefeita de Porto Seguro) e seu marido, Robério Oliveira (prefeito de Eunápolis) foram indiciados por fraudes em contratos de licitações e desvio de dinheiro público envolvendo cerca de R$ 200 milhões em 33 licitações.
As investigações atuais apontam ainda para o favorecimento de empresas que combinaram os preços antes das licitações. "Há indícios de que alguns contratos tenham sido superfaturados e de que tenham ocorrido pagamentos por produtos ou serviços que não foram entregues integralmente," diz a PF.
Estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Santa Cruz Cabrália (4), Porto Seguro, Jaguaquara (5) e Itabuna, além de um no Rio Grande do Sul. Além disso, a Justiça Federal determinou o bloqueio e sequestro de bens que superam R$ 13 milhões, para garantir eventual ressarcimento.
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