Salvador reforça combate ao mosquito
Cerca de 80% dos focos do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, zika e chikungunya, estão em domicílios, em Salvador. Por isso, a participação da população é fundamental para o controle dessas arboviroses, segundo a prefeitura, que valoriza a parceria.
Ela intensificou as medidas de combate à proliferação do mosquito, mas destaca que é importante que os moradores reforcem as ações preventivas. O essencial é eliminar recipientes que possam acumular água, manter caixas d’água vedadas, limpar calhas e ralos, descartar corretamente materiais inservíveis e permitir o acesso dos Agentes de Combate às Endemias às residências.
A diretora da Secretaria de Saúde, Andrea Salvador, explica que a Prefeitura executa ações contínuas, como inspeções domiciliares periódicas, nos 12 Distritos Sanitários da capital. “As equipes trabalham na rotina eliminando criadouros, aplicando larvicida e bloqueando a transmissão em áreas de surto".
"Também é realizado o monitoramento contínuo do Índice de Infestação Predial através do Liraa, a promoção de campanhas educativas e a organização de mutirões intersetoriais de limpeza urbana em parceria com a Limpurb em bairros de maior risco”, afirmou.
A distribuição dos focos e a circulação viral não ocorrem de forma homogênea. Distritos sanitários mais populosos costumam apresentar maiores índices de infestação predial e maior ocorrência de casos. Os mais afetados são Itapagipe, São Caetano/Valéria, Subúrbio Ferroviário, Cabula/Beirú e Pau da Lima.
Nessas áreas, os focos do mosquito foram encontrados, na maioria dos casos, em vasos, pratos, pingadeiras e frascos. Muitos criadouros foram localizados também em depósitos de água ao nível do solo, como baldes, tambores e tonéis. "O inverno é um período crítico," diz a diretora.
“Como o clima tropical litorâneo mantém temperaturas quentes durante o ano inteiro, a água das chuvas acumulada em pequenos recipientes ao ar livre provoca a eclosão em massa dos ovos depositados no ambiente, aumentando a população de mosquitos adultos”, disse.
Entre as arboviroses urbanas em circulação na capital baiana, a dengue é a doença que apresenta historicamente o maior número de casos, mantendo circulação endêmica com picos de transmissão ao longo dos anos, seguida, em menor escala, por chikungunya e zika.
Em caso de sintomas como febre, dores no corpo, manchas na pele ou dores intensas nas articulações, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento adequado.
Moradores que vivem próximos de terrenos abandonados ou imóveis desocupados com acúmulo de água podem acionar as equipes de Combate às Endemias através da Central Fala Salvador, pelo telefone 156. A região será inspecionada para a segurança de todos.
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