Rejeição ameaça a reeleição de Wagner

Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BA-03043/2026, mostra uma elevada indecisão do eleitor para as vagas do Senado. 73,7% não decidiram em quem votar, o que prejudica quem está "na máquina" e anima a oposição.

Rui Santos aparece com 8,4%, Jaques Wagner com 6,4%, João Roma com 4,6% e Angelo Coronel com 2,9% das intenções de voto na pesquisa espontânea. No cenário estimulado, Rui Santos lidera com 44,6%, seguido por Jaques Wagner (35,1%), João Roma (24,1%) e Angelo Coronel (21,9%).

Outros candidatos ficam abaixo de 7%. Em relação à pesquisa de julho, Rui Costa recuou de 50,6% para 44,6%, enquanto Jaques Wagner caiu de 36,7% para 35,1%. O movimento deve preocupar o PT, porque a rejeição de Wagner é de 34,1%, seguido por Rui (23,1%), Coronel (20,9%) e Roma (19,4%).

Homens rejeitam um pouco mais Wagner (35,2%) e Rui Costa (25,8%). Mulheres têm rejeição ligeiramente menor aos dois. A rejeição a Wagner cresce com a idade (atinge 37,7% entre os 60+). Já Rui Santos tem rejeição mais estável, com pico entre 25-34 e 45-59 anos.

Wagner sofre mais entre os de ensino superior (39,1%). Rui tem rejeição relativamente equilibrada. Diferenças discretas na ocupação, mas os economicamente ativos rejeitam um pouco mais Rui (24,7%) do que a não PEA (20,5%).

Apesar de Rui Costa liderar as intenções de voto (44,6%), a rejeição de Wagner (34,1%) é o principal obstáculo para o grupo petista consolidar as duas vagas. João Roma e Angelo Coronel, com rejeições mais baixas (próximas de 20%), têm potencial de crescimento caso consigam polarizar ou se posicionar como alternativas de oposição.

Os dados de rejeição, combinados com as intenções de voto, mostram um cenário favorável a ACM Neto no governo e competitivo, porém vulnerável, para o PT no Senado. A evolução desses números nas próximas pesquisas será decisiva para indicar se as diferenças se consolidam ou se há espaço para reviravoltas.

A administração estadual Jerônimo Rodrigues recebe aprovação de 55,2% dos eleitores e reprovação de 41,5%. Na avaliação qualitativa, 39,9% consideram o governo ótimo ou bom, 24% regular e 34,4% ruim ou péssimo. Os números mostram leve melhora em relação a julho (quando a aprovação era de 52%). Com Diário do Poder.

13:16  |  


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sao pedro

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