Polícia investiga morte durante plástica

A morte da empresária Adriele da Silva Pinto, de 31 anos, no Hospital Vida Memorial, em Ilhéus, será investigada pela Polícia Civil. A família registrou ocorrência e pediu exame para esclarecer a causa do óbito, ainda não informada oficialmente. O corpo foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica.

Adriele morava nos Estados Unidos há mais de cinco anos e estava na Bahia desde junho. Na terça-feira, ela deu entrada por volta das 10 horas, para passar por procedimentos estéticos. Segundo familiares, estavam previstos mastopexia com prótese, lipoescultura, remodelamento costal e jato de plasma.

A família afirma que passou horas sem receber boletins sobre o estado de saúde da paciente. De acordo com o advogado Nery Santana, já perto da meia-noite, um tio de Adriele quebrou uma porta de vidro para entrar no hospital e encontrou a empresária morta na unidade, sem nenhum médico no local.

Os parentes também questionam a Declaração de Óbito, assinada por um plantonista, e não pelo cirurgião plástico apontado como responsável pelos procedimentos, Rossini Tebaldi Ruback. O laudo do DPT e a análise do prontuário deve indicar causa e horário da morte, além de esclarecer as circunstâncias do caso.

O advogado do médico diz, em nota, que a cirurgia ocorreu sem intercorrências e que, já na fase final, depois da conclusão dos procedimentos, a paciente apresentou alteração grave no quadro clínico. Segundo a nota, a reação foi "imprevisível" e "não foi detectada" nos exames pré-operatórios de rotina.

O Hospital Vida Memorial alega que a morte ocorreu por uma complicação "rara e grave" associada à anestesia. A anestesia acontece antes da cirurgia, por isso a alegação contradiz a nota do médico, que culpou uma reação já depois de concluída a cirurgia.

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sao pedro

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