Patrimônio de Wagner levanta suspeita

O senador Jaques Wagner (PT-BA), um dos políticos mais próximos de Luiz da Silva (PT) é alvo central da 9ª fase da Operação Compliance Zero. Ela investiga os sinais de enriquecimento ilícito de quem chegou à Bahia sem um centavo, trabalhou apenas como sindicalista e político.

A fortuna, declarada por Wagner ao TSE, é de R$ 24,5 milhões, um valor 631% maior do que o que ele tinha quando se elegeu ao Senado, há quase oito anos, incluindo uma mansão no Corredor da Vitória, em Salvador, com valor estimado em cerca de R$ 20 milhões,

Nossa equipe fez algumas contas básicas. Em 2010, quando Wagner se reelegru governador da Bahia, declarou ao TSE um patrimônio de R$ 820 mil. Esse era o patrimônio quando saiu do governo e concorreu ao Senado. Mas nos primeiros quatro anos como senador, o valor explodiu para R$ 3,36 milhões.

Imagine que, desde que ele entrou no primeiro mandato de senador, não gastou um centavo sequer do salário, guardando todos eles que, em 2019, eram de R$ 33.763 menais brutos, ou R$ 24.600 liquidos. Em quatro anos teria acumulado R$ 1,1 milhão. Mas, na eleição de 2018, declarou ter R$ 3,47 milhões.

A pergunta é de onde saíram R$ 2,3 milhões? Lembrando que o dinheiro de origem desconhecida deve ser muito maior, porque alguma parte do salário Wagner deve ter gasto mensalmente. A conta se complica ainda mais no segundo mandato de senador.

Se de 2022 a 2026 Wagner não tivesse tirado um centavo do bolso, teria no final dos quatro anos mais R$ 1,98 milhão. Mas declarou R$ 24,5 milhões. Como conseguiu R$ 22 milhões acima do que recebeu de vencimentos, além dos R$ 2,3 milhões sem explicação do mandato anterior?

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sao pedro

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