Bahia continua pagando dívidas da Ebal

O governo da Bahia vendeu a Ebal, a preço de pai para filho, em 2018, Entregou 49 mercados da Cesta do Povo, mais o Credicesta, por apenas R$ 15 milhões, além de vantagens como exclusividade nos empréstimos consignados dos servidores do estado, com desconto na folha e risco zero.

Mas a dupla Jaques Wagner e Rui Costa deixou de fora no negócio as dívidas da Ebal, assumidas e pagas pelo governo, ou melhor, pelo contribuinte. As dívidas já custaram R$ 93 milhões aos baianos, até este ano, mais de seis vezes o que os petistas aceitaram pela Ebal, em 2018.

Os dados são do Transparência Bahia, plataforma do próprio governo estadual. Chama a atenção que a avaliação da rede da Ebal era de R$ 81 milhões. Fizeram um leilão mas ninguém se interessou. Ao invés de baixar o preço para R$ 70 milhões ou mesmo R$ 50 milhões, Wagner e Rui fizeram diferente.

Venderam por menos de 20% do valor avaliado, acrescentando vantagens e deixando o rombo para o contribuinte baiano. O comprador já era amigo de Wagner, que frequentava as festas luxuosas de Augusto Lima. A inclusão do Credivesta foi o embrião do maior escândalo financeiro do país.

Lima usou o Credicesta como ativo para ser sócio do Banco Master com Daniel Vorcaro. Usando o Credicesta e muita propina paga a autoridades, quase todas do governo de Luiz da Silva (PT), Vorcaro montou uma operação de fraude que levou à liquidação do banco e sua prisão.

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sao pedro

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