Itabuna completa 116 anos renovada
No início era uma parada na trilha de Ilhéus a Conquista, onde hoje é Ferradas, para descanso dos animais, compra e venda de mantimentos. Isso por volta de 1857. Perto dali, os pioneiros e primos Félix Severino do Amor Divino e Firmino Alves, sergipanos, começaram uma roça na beira do Rio Cachoeira.
Os dois foram atraindo mais sergipanos e no final do século, em 1897, tentaram se emancipar de Ilhéus, sem sucesso. Em 1906 finalmente virou a Vila de Tabocas, com os terrenos para a administração doados por Firmino. Crescendo em torno do cacau, o local se tornou Itabuna, independente, em 1910.
A origem em comerciantes sergipanos, árabes, sírios, capixabas e libaneses moldou o espírito da cidade, principal pólo de comércio e serviços do interior baiano, por onde cerca de um milhão de pessoas transitam. Hoje com 200 mil habitantes, passa por uma transformação só comparável à era máxima do cacau.
Nos últimos seis anos, foram concluídos ou estão em andamento obras que mudam a estrutura, o trânsito e o perfil da cidade, como um viaduto ligado a uma avenida duplicada, uma nova ponte, a urbanização da orla, a transformação das praças em locais dinâmicos, a saída para Ilhéus ampliada.
Não é o mesmo luxo e a prosperidade da época em que o cacau atingiu sua maior cotação internacional, nos anos 80, quando só se via carros 0km numa cidade que respirava dinheiro. Mas tem o mesmo poder transformador, depois de quase quatro décadas de estagnação administrativa.
A Itabuna de hoje continua sendo uma das cidades mais hospitaleiras do país, uma de suas marcas mais positivas, mas retomou o impulso de renovação e crescimento que se via há 40 anos. Segue como líder econômico do sul da Bahia, porém com mais conforto, lazer, esporte, cultura e mobilidade. Viva Itabuna.
Muito esforço é feito para deixar voce bem informado, sem rabo preso com ninguém. Ajude a manter nossa independência fazendo um PIX para jornal@aregiao.com.br (Nubank)
Arquivo de Notícias





