Guinho desmonta polêmica da reunião

O presidente do União Brasil em Itabuna, Enderson Guinho, virou polêmica por não ter comparecido a um almoço do partido feito antes da visita de Bruno Reis e José Ronaldo à cidade. Nesta quarta, ele e Humberto Mattos contaram os bastidores no programa Mesa Quadrada, da Morena FM.

Humberto contou ao host Marcel Leal que o almoço foi feito para alinhar a direita na cidade. "Estava muito dispersa, O pessoal de Salvador, Bruno Reis e Zé Ronaldo, estava preocupado com essa dispersão. Na verdade, historicamente, Itabuna sempre foi direita. Mas ela estava dispersa".

Mattos diz que essa dispersão, nos últimos anos, somada ao peso do apoio do prefeito Augusto Castro a Jerônimo, fez com que os índices das pesquisas caíssem um pouco. "As pesquisas apontam que Neto tem uma votação expressiva em Itabuna, como sempre foi, historicamente. E aí precisou se reunir".

Bruno Reis, prefeito de Salvador, entrou em contato com algumas pessoas, dizendo que precisava reunir a direita. "Eu falei, vamos fazer um almoço aqui com os presidentes dos partidos, com as pessoas mais chegadas. Cada um ficou de convidadar outros, mas não sei quem falou com Guinho".

Bruno avisou que vinha a Itabuna e pediu para marcar um encontro, entre dirigentes, vereadores que estão na base de Neto. Azevedo, que sempre foi de direita, foi convidado e foi. "Esse convite veio diretamente de Bruno Reis, lá de cima, não foi nosso, daqui de baixo", disse Humberto.

Guinho finalmente explicou sua ausência. Ele contou que as pessoas não conseguiam chegar a um denominador comum em muitas coisas. "Houve situações, como a saída de Danilo, onde não fui comunicado antes, descobri pela imprensa. Então fui percebendo que o baba não estava arrumado".

"Mas foi por isso que você não foi?" perguntou Marcel. "Não. Quando eu comecei a perceber que estava tendo muita vaidade e não tinha uma orientação de cima para baixo, um olhar o que é que se quer para Itabuna, eu simplesmente optei em ir para o camarote e assistir o jogo de cima".

Guinho destacou que a convenção de Neto será no dia 22, em Salvador, e é a partir daí que tudo vai começar a se encaixar. "Nós vamos já descer de lá com algumas agendas". Provocado por Marcel, ele comentou sobre a polêmica de Neto apoiar ou não um candidato a presidente.

"Você tem um fato importante. Lula ganhou com 72% dos votos na Bahia na eleição passada. Desses 72%, Neto teve 20% dessa votação. E é por isso que Neto, naquela vez, não declarou seu apoio a nenhum dos candidatos. Nessa agora, eu vejo pesquisa de Lula com 55%, 56%".

"Estratégicamente Neto tem que observar dois pontos. Ele tem que apoiar alguém da direita e ele não tem que apoiar Flávio, porque polariza com Lula e ele perde esses 20% dos votos de Lula. E ele tem uma razão lógica para apoiar Caiado, porque é amigo pessoal. No segundo turno, apoia quem passar".

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sao pedro

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