Binho Galinha é condenado a 36 anos
Durante muito tempo ele conseguiu ficar impune, mas o dia chegou. O deputado estadual Binho Galinha, da base do governador Jerônimo Souza (PT), foi condenado a 36 anos e 9 meses de cadeia pela Justiça. Kléber Cristian Escolano de Almeida, o nome real, teve companhia.
Sua esposa, Mayana Cerqueira da Silva, três anos e seis meses de reclusão, em regime inicial aberto, por posse ilegal de uma pistola de uso restrito da polícia. Também foram condenados Thierre Figueredo Silva, Jackson Macedo Araújo Júnior e Roque de Jesus Carvalho.
Thierre pegou 7 anos e nove meses de prisão, em regime semiaberto. Os policiais militares Jackson Macedo Araújo Júnior, vulgo “Macaco”, cumpre 6 anos e 9 meses de reclusão. e Roque de Jesus Carvalho, 4 anos e 4 meses. Esses dois vão recorrer em liberdade.
A investigação que resultou nas condenações começou em dezembro de 2023, com a Operação El Patrón, destinada a desarticular uma quadrilha que agia em Feira de Santana e cidades vizinhas, através do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do MP-BA.
A polícia descobriu que Binho Galinha escondia uma grande quantidade de armas ilegais, em diversos imóveis, nas cidades e no campo. Durante as buscas, encontraram armas de uso restrito, munições, armas com numeração adulterada ou suprimida e equipamentos em locais não autorizados.
A Justiça acatou as provas e o relatório do Gaeco, incluindo o acesso de uma arma de fogo dado por Binho a um menor. Até as armas permitidas estavam em endereços diferentes dos declarados à Polícia Federal.
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