Vereador denuncia os invasores da USP
O vereador de São Paulo/SP Adrilles Jorge (União Brasil) ingressou com notícia-crime no Ministério Público, pedindo investigação dos atos de violência registrados na invasão à Universidade de São Paulo (USP) no dia 8, logo após o encerramento de uma greve estudantil.
A manifestação resultou na intervenção da Polícia Militar para a desocupação do prédio. Entre os crimes apontados pelo parlamentar na representação está tentativa de homicídio contra seguranças que trabalham na USP. Além disso houve depredação de patrimônio público.
Os manifestantes de extrema-esquerda agrediram servidores e lançaram rojões contra policiais e seguranças que tentavam conter o tumulto. A notícia-crime sustenta que, "a depender da perícia sobre o artefato explosivo e das circunstâncias da ação, a conduta pode configurar dolo contra a vida".
A invasão de militantes encapuzados foi só um de uma série de atos antidemocráticos deflagrados por movimentos de extrema-esquerda nos últimos meses. Em um deles, na capital paulista, Adrilles chegou a ser agredido com chutes e socos por militantes que defendiam a prorrogação da greve.
Além da tentativa de homicídio, o parlamentar de São Paulo sinalizou à Promotoria a prática de outros delitos durante a manifestação, como lesão corporal grave, dano qualificado ao patrimônio público, associação criminosa, é eventual emprego irregular de artefato explosivo.
O vereador paulistano requer que o MP investigue as ocorrências e chegue aos autores, para que haja a responsabilização. Caso a denúncia seja acolhida e os responsáveis identificados e condenados pelos crimes apontados na notícia-crime, as penas podem superar 10 anos de reclusão.
Adrilles observa ainda que há indícios de que os militantes de esquerda da USP, envolvidos na mobilização grevista, ingressaram na instituição já munidos de objetos capazes de provocar danos ao patrimônio e de colocar em risco a integridade física da Polícia e dos servidores públicos:
"A violência jamais pode ser confundida com manifestação legítima. Quando agentes públicos são atacados com explosivos, quando o patrimônio público é depredado e pessoas são colocadas em risco, cabe ao Estado agir com firmeza," resume Adrilles Jorge.
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