Neto mostra outra comunidade expulsa
O candidato ao Governo da Bahia ACM Neto apontou nesta terça mais um capítulo sobre o avanço das facções criminosas no estado. Desta vez, Neto esteve no Alto do Cruzeiro, em Maragogipe, onde mostrou imóveis abandonados, paredes com marca de balas e desolação.
Neto afirmou que os moradores foram obrigados a deixar suas casas por causa da violência e da disputa entre grupos criminosos. Nas imagens divulgadas em suas redes sociais, o ex-prefeito de Salvador percorre ruas vazias e entra em uma residência abandonada.
Segundo ele, o Alto do Cruzeiro, que já foi um das principais vistas turísticas do município (foto), hoje convive com o abandono provocado pela ação das facções. Na semana passada, ACM Neto já havia mostrado outra localidade de Maragogipe, Capanema, que também sofre com a atuação de facções.
“Não dá para deixar essas facções criminosas ficarem disputando espaço na Bahia. E quem perde o espaço, quem perde o território, é o cidadão de bem, é a família, que é obrigada a deixar as suas casas”, afirmou. Neto lembrou que Alto do Cruzeiro era conhecido pela vista privilegiada da cidade.
“Antigamente era um ponto turístico. As pessoas subiam aqui para apreciar a vista da cidade. Infelizmente, está tudo abandonado. Vocês podem ver as casas sem nenhum morador. Essa rua foi completamente deixada pelos moradores que antes habitavam aqui”, declarou.
Durante a gravação, Neto mostrou marcas deixadas por grupos criminosos em imóveis da região e criticou a falta de reação do governo de Jerônimo Souza (PT).
“Em Maragogipe passou a acontecer a guerra de facções, que disputam o território e colocam as suas iniciais, marcam as portas e as paredes para delimitar que esse território pertence à facção. E o pior de tudo é que isso acontece com o olhar passivo do Governo do Estado. Ninguém está fazendo nada”.
Para ACM Neto, o caso do Alto do Cruzeiro simboliza uma realidade que tem se espalhado por diferentes regiões da Bahia, atingindo diretamente famílias que acabam expulsas de suas próprias comunidades. “Agora não é só o turista que não está aqui".
"Nem o morador está aqui porque não se sentiu seguro. Foi obrigado a deixar sua casa, a sair da sua vida, a deixar para trás a sua história e se render à presença do crime organizado, do tráfico de drogas e dos bandidos que tocam o terror, infelizmente, em muitos territórios do nosso estado”, concluiu.
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