IA vai consumir metade da água e luz
Cidades em todo o mundo começam a rejeitar projetos de Inteligência Artificial, por causa dos enormes problemas causados por eles na vida das pessoas e nos recursos municipais. Um datacenter de IA consome água e energia em quantidades estratosféricas e interfere na saúde de quem mora perto.
A Agência Internacional de Energia aponta que o consumo global de água por datacenters está em 560 bilhões de litros por ano. Isso equivale a toda a água de 5 milhões de residências durante um ano. Os datacenters da China consumiram, em 2022, o equivalente a 15,7 bilhões de litros, 2,7% do total e igual a metade do reservatório da Usina Hidrelétrica de Itaipu.
A previsão é de que, com os novos projetos de IA já previstos, ela vai consumir metade de toda a água e da energia do planeta o tempo todo. As pessoas terão que viver com a metade que sobra. Para bilionários que só pensam no lucro, o problema são as passoas...
Nesta semana Jeff Bezos, da Amazon, reclamou que o consumo de água das pessoas "está atrasando o avanço da IA". Isso mostra que a prioridade dele é manter sua IA, mesmo que no futuro isso signifique deixar cidades sem água potável. Outro problema na manutenção da IA é a energia.
No Brasil, os primeiros projetos de IA devem consumir o equivalente a energia usada por mais de 16 milhões de casas. Eles serão construídos no Rio de Janeiro (RJ), em Eldorado do Sul (RS), em Maringá (PR), em Uberlândia (MG) e em Caucaia (CE). A população deve se preparar para o custo humano de receber datacenters de IA.
Só a de Eldorado do Sul vai consumir energia elétrica equivalente a todo o estado do Rio de Janeiro. Isso vai ter impacto nas cidades próximas, com aumento da conta de energia e de água. Vai consumir, sozinho, o mesmo volume de água que o Espírito Santo inteiro. Em muitos casos, a pressão da água diminui nas casas. Mas os prejuízos para os moradores vão além de pagar mais caro pela água e luz.
O conjunto de servidores usa sistemas de resfriamento e ventiladores que geram ruído constante de baixa frequência (infrassom) que pode ser sentido a quilômetros de distância. Esse ruído não ouvido causa flutuações de pressão, vibrações, dores de cabeça, ansiedade e pressão interna nos ouvidos. O ruído audível chega a 70 decibéis a mais de cinco quilometros do local.
As instalações operam 24 horas por dia e à noite as luzes de segurança e dos edifícios podem ser tão fortes quanto a luz do dia, afetando a qualidade do sono dos vizinhos e a fauna local. Por causa do barulho e dos outros problemas, o valor dos imóveis despenca e a demanda brutal de energia pode sobrecarregar a rede elétrica da cidade, com quedas e apagões constantes.
Por tudo isso, cidades e estados estão barrando a construção de datacenters de IA. Nos Estados Unidos, mas de dez estados já preparam leis para impedir. Na América Latina, projetos no Chile e no Uruguai estão geraram polêmica e disputas judiciais pelo uso da água potável em áreas afetadas por secas. No Brasil, estão aprovando os projetos sem nenhum estudo.
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