Grupo pode tentar matar Flávio em MG
Um conjunto de mensagens e imagens obtidas com exclusividade pela Revista Timeline revela a existência de um grupo de WhatsApp criado para organizar manifestações contra a entrega do título de cidadão honorário de Belo Horizonte ao senador Flávio Bolsonaro.
As mensagens mostram discussões sobre logística, arrecadação de recursos via PIX, produção de faixas, convocação de sindicatos, aproximação com torcidas organizadas violentas, articulação com movimentos comunistas, organizações de esquerda, coletivos estudantis e movimentos sociais.
Um dos administradores afirma ter mantido contato com lideranças de partidos como PT, PSOL, PDT, Rede e UP, além de movimentos como MST e MAB.
Em uma das mensagens aparecem conversas sobre a tentativa de mobilização de grupos ligados a torcidas organizadas do Atlético Mineiro, Cruzeiro e América Mineiro. Mensagens compartilhadas no grupo indicam esforço para ampliar o alcance da mobilização por meio de entidades sindicais.
No meio das conversas, participantes discutem o ingresso de representantes sindicais e a divulgação do ato junto a categorias organizadas com frases como “morte aos fascistas”. O material também registra pedidos de contribuição financeira destinados à produção de faixas e materiais de divulgação.
Segundo informações obtidas pela Timeline, autoridades de segurança já foram informadas sobre o grupo e sobre o planejamento da morte do senador Flávio Bolsonaro. Algumas fontes ligadas ao monitoramento do grupo afirmam ter identificado participantes que defendiam ações mais agressivas.
Mensagens obtidas pela Revista Timeline evidenciam a radicalização do movimento organizado para protestar contra Flávio Bolsonaro em Belo Horizonte. O material foi encaminhado às autoridades policiais, que foram alertadas sobre o conteúdo das conversas.
Nas mensagens aparece o nome de Felipe Gomes, assessor do deputado Duda Salabert (um homem que se veste de mulher) do PSOL, e Joceli Jaison José Andrioli, assessor do deputado federal Rogério Correia do PT. A reportagem está aberta aos envolvidos, que não responderam aos nossos e-mails. Matéria da revista Timeline.
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