Salvador reforça combate ao mosquito
A Secretaria de Saúde de Salvador intensificou as estratégias de prevenção e monitoramento de casos de arboviroses. Dados parciais da Vigilância Epidemiológica, até a 20ª Semana Epidemiológica, ainda sob consolidação, apontam crescimento de casos de dengue e chikungunya em relação ao ano passado.
Salvador registra 1.356 casos prováveis de dengue, frente aos 1.204 registrados no mesmo período de 2025, além de 135 de chikungunya, contra 75 no ano anterior. Apesar do aumento, o cenário segue melhor que os anos de maior circulação viral, 2024 e 2023.
O crescimento neste período do ano é compatível com a sazonalidade das arboviroses, especialmente nos meses mais chuvosos, quando há acúmulo de água parada e condições favoráveis à reprodução do mosquito Aedes aegypti. Alterações climáticas, circulação viral e fatores ambientais influenciam.
Outro ponto de atenção é a predominância do DENV-2, responsável por 99,6% das amostras analisadas em Salvador, sorotipo associado a maior risco de agravamento da dengue. “Estamos reforçando protocolos, ampliando ações e monitoramento”, destaca o secretário de Saúde, Rodrigo Alves.
Entre as ações já adotadas estão protocolos específicos nas unidades de urgência, ampliação das equipes de UBV costal (fumacê), mutirões integrados com a Limpurb e monitoramento diário das áreas com mais hospitalizações, especialmente no Subúrbio Ferroviário, Cabula/Beiru e Itapuã.
Nesta terça-feira, tiveram início bloqueios focal e espacial para interrupção da transmissão de arboviroses em áreas com casos notificados de Paripe, além de mobilização social educativa. Já nesta quarta, o bairro receberá uma força-tarefa entre CCZ e Limpurb, com capinação, mutirão de limpeza, retirada de materiais inservíveis e aplicação espacial de inseticida.
Até o momento, Salvador registra um óbito confirmado por dengue, além de dois casos sob investigação e um óbito em investigação por chikungunya, acompanhados pelas equipes de Vigilância em Saúde. “A rede está mobilizada, mas o combate depende de todos," diz Rodrigo.
A SMS orienta a população a eliminar recipientes com água parada, manter caixas d’água fechadas e procurar uma unidade de saúde em caso de sintomas como febre, dores no corpo, manchas vermelhas e mal-estar.
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