Redução de imóveis aquece lavanderias

A redução do tamanho dos imóveis passou a alterar diretamente a organização da rotina doméstica nas grandes cidades. Dados mostram que, em 2024, 80% dos lançamentos foram de apartamentos compactos, enquanto em São Paulo 70% das unidades já têm entre 40 m² e 45 m² ou menos.

Esse padrão se intensifica com a queda do tamanho mediano dos imóveis, que passou de 71 m² em 2023 para 58 m² em 2025. A consequência prática aparece nas plantas: áreas de serviço deixam de existir ou são reduzidas ao mínimo, eliminando a possibilidade de instalar equipamentos grandes.

O que antes fazia parte da estrutura básica da casa passa a não caber mais no projeto, criando uma necessidade objetiva de reorganizar tarefas cotidianas fora do ambiente doméstico. Essa mudança altera um comportamento consolidado ao longo de décadas.

A posse de eletrodomésticos, especialmente a máquina de lavar, sempre esteve associada à autonomia dentro de casa. Com menos espaço disponível, essa lógica perde sustentação e abre espaço para um modelo baseado em acesso.

“Quando o imóvel encolhe, a casa deixa de absorver todas as funções do dia a dia. A lavanderia é uma das primeiras a sair porque ocupa área, exige instalação e tem uso concentrado. Isso empurra a atividade para fora do imóvel”, afirma Isaelson Oliveira, CEO do Grupo Hi.

O movimento aponta para uma reorganização mais ampla da vida urbana. À medida que os imóveis continuam menores, a autonomia deixa de estar vinculada à posse de equipamentos e passa a depender da disponibilidade de serviços acessíveis na cidade.

18:26  |  


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sao pedro

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