Neto critica violência e lança programa
O candidato a governador da Bahia, ACM Neto, lamentou os novos dados, divulgados nesta terça-feira, pelo Atlas da Violência 2026, que puseram a Bahia, pelo décimo ano consecutivo, como o estado com mais homicídios, além de dono de seis das dez cidades mais violentas do Brasil..
Para Neto, “se você não tem um governador com autoridade, que se envolva no problema, não adianta. O primeiro passo é ter humildade para reconhecer o problema, o que Jerônimo não faz. O segundo é o governador entender que não adianta largar na mão do secretário, do comandante da polícia, do chefe da Polícia Civil. Ele próprio, pessoalmente, tem que se envolver”, afirmou.
Para ele, o petista insinua que a Bahia reflete apenas uma lógica nacional de violência. “Não é verdade. Outro dia eu estive em Goiás para conhecer de perto o sistema de segurança pública. Fui, inclusive, visitar as unidades prisionais lá para mostrar que existe coisa dando certo no Brasil,” contou.
“Tem que saber fazer, tem que ter o foco, tem que ter competência”, acrescentou. ACM Neto também frisou que, de acordo com o Atlas da Violência, a Bahia lidera os rankings de homicídios contra negros, crianças, jovens e mulheres. “Isso não é coincidência. Há quatro anos Jerônimo está aí".
Nesta quarta, ACM Neto lançou o projeto “Sua Voz É Nossa Voz”, para reunir demandas da população na construção de propostas nas áreas de saúde, segurança, educação, infraestrutura e empregos. O programa foi apresentado durante coletiva na sede do União Brasil, em Salvador.
Segundo ACM Neto, a proposta combinará encontros presenciais em diferentes regiões da Bahia com ferramentas digitais para ampliar a participação e organizar as informações. Ele foi inspirado no programa “Ouvindo Nosso Bairro”, implantado durante sua gestão na Prefeitura de Salvador.
O novo projeto prevê a escuta de moradores, lideranças comunitárias, prefeitos, especialistas e representantes políticos. A primeira agenda ocorrerá em Jacobina, no próximo dia 2 de junho, marcando o início de uma série de visitas pelo interior do estado.
De acordo com o União Brasil, a tecnologia será utilizada para receber e classificar relatos da população, identificar prioridades regionais e auxiliar na formulação do plano de governo.
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