Lula reage mal e ataca os Bolsonaros
O governo Lula (PT) levou um dia inteiro elaborando uma nota de resposta, divulgada nesta sexta-feira, sobre a decisão dos Estados Unidos de classificar como organizações terroristas as facções criminosas PCC e Comando Vermelho.
A resposta, meramente político-eleitoral, reforça a impressão geral de que o governo segue passando pano para criminosos. Em vez de responder ao ao governo dos EUA, donos da decisão, o Palácio do Planalto preferiu atacar a família Bolsonaro e seus apoiadores.
Lula acusou a família Bolsonaro de estimular interferência estrangeira no Brasil. Mas a classificação se destina a dar instrumentos efetivos ao governo norte-americano de combater esses criminosos, que motivam quantias impressionantes de dinhero.
Só a operação policial desta quinta-feira investiga a movimentação de mais de R$ 26 bilhões do PCC por meio de fintechs e outras instituições financeiras.
Na nota, o governo mistura defesa da soberania nacional com ataques diretos à oposição, chamando aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL) de “traidores”, como se o Brasil estivesse em guerra contra os EUA, e de “falsos patriotas”, sem explicar aos brasileiros sua relutância em enfrentar essas organizações criminosas.
O governo Lula foi contra mudanças legislativas de aumento das pena e de redução da maioridade penal, única alternativa para proteger os jovens do assédio dessas organizações criminosas ou terroristas.
A nota do governo Lula também não explicou por que o governo brasileiro recusou convite para se unir a uma aliança de 12 países das Américas para enfrentar organizações terroristas e de tráfico internacional de drogas. Lula (PT) preferiu se associar ao colombiano Gustavo Petro, que prega a liberação das drogas, em uma atitude estudantil de “marcar posição” contra os EUA.
A reação ocorre justamente após autoridades americanas endurecerem o discurso contra organizações criminosas brasileiras, tratadas cada vez mais como grupos de alcance transnacional e potencial terrorista. Em vez de aproveitar o momento para reforçar alinhamento estratégico com os EUA no combate ao crime organizado, o governo preferiu transformar a crise em mais um embate político.
Outro ponto que chamou atenção foi a tentativa do Planalto de relativizar a classificação das facções como organizações terroristas. O governo argumenta que PCC e CV atuam motivados por lucro e tráfico de drogas, e não por razões ideológicas ou religiosas, como ocorre no terrorismo internacional.
A nota também levanta preocupação com possíveis impactos econômicos de medidas unilaterais estrangeiras, chegando a citar riscos ao sistema financeiro brasileiro e até ao PIX. Com Diário do Poder.
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