Guinho revela os candidatos do União Brasil
O presidente do União Brasil em Itabuna, Enderson Guinho, esteve no programa Conexão Morena, da Morena FM, que está entrevistando os responsáveis pelos partidos na cidade, nesta quinta-feira. Ele falou sobre a escolha de ACM Neto para governador e deixou em aberto a de presidente.
"A gente tem esperado, na verdade, uma posição do partido. É como eu sempre digo, a gente tem um desejo pessoal, mas enquanto dirigente partidário, a gente precisa acompanhar o nosso partido", diz Guinho, que prefere votar no senador Flávio Bolsonaro.
Ele é a tendência de apoio da federação UB-PP. "Aqui na Bahia, a gente já vê uma manifestação da chapa majoritária, por parte dos dois senadores, em apoiar Flávio. Declaradamente, tanto pelo Angelo Coronel como pelo João Roma, até porque ele é presidente do PL na Bahia".
No caso de ACM Neto, há uma amizade antiga dele com o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, "que inclusive é histórico no partido e saiu para se filiar ao PSD. Então, a gente ainda não tem uma posição oficial, tanto da federação, como do partido a nível de estado".
O host Oziel Aragão perguntou se ele consedera que Neto errou em 2022 ao não apoiar Bolsonaro. "Na Bahia Bolsonaro teve um pouco a mais que 2 milhões de votos. Neto teve acima de 4 milhões. Então, se o Bolsonaro ali tivesse força para ganhar a eleição de governador naquele momento, o João Roma é que iria para o segundo turno".
Para Guinho, "muitas pessoas votam com o Lula e votam em ACM Neto". Ele acha que o maior peso foi a candidatura de João Roma para governador. "Se não fosse candidato a governador, e aquela votação fosse transferida 100% para a ACM Neto, o resultado talvez fosse outro".
Perguntado por um ouvinte se, ao entrar na política, a pessoa deixa de seguir o caráter pessoal para seguir o partidário, Guinho explicou como funciona. "Não tem como ter mandato sem partido. Se no Brasil a Constituição permitisse mandato de forma avulsa, aí eu seguiria independente".
"Mas ninguém chega ao mandato, seja vereador, seja deputado, governador, sem partido. Vou dar um exemplo. O nosso partido elegeu um vereador com 1.100 votos. Se ele fosse candidato sozinho, não seria eleito. Ele precisou da soma de todos que estavam na chapa," explicou.
"Eu não estou dizendo que eu vou apoiar Caiado, não. Porque eu tenho até dificuldade, agora que ele é PSD. Mas o que eu estou deixando claro é que a questão partidária, se ferisse os meus princípios, eu não estaria nem filiado. Estou em um partido que defende o que eu acredito".
"Os dois nomes que podem se posicionar nacionalmente, também eu não teria nenhuma dificuldade em apoiar. Não tenho nada de contraditório, porque eles defendem meus mesmos princípios e valores". Guinho destacou a importância de ter mais de uma candidatura de direita.
Ele conta que, em 2022, a esquerda tinha vários candidatos e a direita só Bolsonaro. Então eram vários defendendo a esquerda na campanha, na propaganda partidária e nos debates, contra apenas um. "Em 2022, enriqueceu o debate contra quem estava no poder. Hoje nós temos o inverso".
"Nós temos apenas o Lula se posicionando como candidato da esquerda e todos os outros pré-candidatos são ligados à direita. Então o debate se torna muito rico dentro do campo oposicionista. Como não vai se definir no primeiro turno, no segundo turno todos da direita tendem a se unir".
Perguntado sobre candidaturas, Guinho contou que, para estadual, o partido tem Nelinho, que veio das redes sociais, e o Professor Max, que é uma novidade. Ele passou a vida inteira como extrema-esquerda e agora mudou. Para federal, a tendência é o próprio Guinho ser o candidato.
Guinho teve 12 mil votos em Itabuna, onde foi o mais votado para federal na eleição passada, mas a situação era diferente. Na época, vinha de rompimento recente com o prefeito Augusto Castro, de quem era vice. Isso gerou demissão de aliados e um desgaste na mídia, pintado como "traidor".
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