Donald Trump recebeu Flávio Bolsonaro

Quem acompanha jornais brasileiros infelizmente não terá deles a responsabilidade esperada. A visita do senador Flávio Bolsonaro à Casa Branca nesta terça-feira marca mais do que um gesto simbólico entre aliados políticos internacionais.

O encontro com Donald Trump ocorre em um momento delicado da política brasileira e da estratégia hemisférica dos Estados Unidos para a América Latina — e desmonta uma narrativa que vinha sendo repetida desde a semana passada por toda a imprensa brasileira.

Diversos veículos noticiaram que Flávio Bolsonaro estaria “tentando” uma audiência com Trump para recuperar força política após as turbulências recentes de sua pré-campanha presidencial. O Globo, por exemplo, publicou que o senador “buscava” um encontro na Casa Branca em meio à crise envolvendo o caso Banco Master.

Outros jornais seguiram a mesma linha, tratando a viagem como uma iniciativa pessoal do senador brasileiro. Foi a Casa Branca quem convidou Flávio Bolsonaro. Ele foi recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na tarde de terça-feira, na Casa Branca.

O encontro aconteceu no Salão Oval, como é chamado o principal escritório do presidente dentro da Casa Branca. Flávio estava acompanhado do irmão Eduardo Bolsonaro.

"O presidente Trump me recebeu com enorme cordialidade. A primeira coisa que ele fez foi perguntar sobre meu pai. Perguntou sobre as condições da prisão, sobre como ele está, sobre como a família tem lidado com tudo isso. Foi um gesto humano," disse Flávio.

O senador e candidato à Presidência pediu a Donald Trump que as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) sejam classificadas como organizações terroristas. Ele disse ainda que discutiu temas como segurança pública, tarifas e terras raras.

Segundo Flávio, Trump respondeu que irá analisar a classificação das facções brasileiras como grupos terroristas. O senador também afirmou que prometeu a Trump incluir o Brasil no Escudo das Américas caso seja eleito. A coalizão, criada pelos EUA com países latino-americanos, tem como foco o combate ao crime organizado e a interferências estrangeiras.

O encontro foi presenciado ainda pelo jornalista e influenciador Paulo Figueiredo. Flávio foi ao encontro de Trump usando um terno azul e uma gravata listrada amarela e verde, cores da bandeira do Brasil. Ele também fez questão de usar o broche de senador brasileiro.

Segundo Figueiredo, o encontro durou mais de uma hora e meia. O influenciador disse que ele, Flávio e Eduardo chegaram à Casa Branca por volta das 15h e deixaram o local às 16h40. “Ficamos bastante tempo com Trump”, disse Figueiredo.

O influenciador contou que Flávio entregou camisas da Seleção Brasileira de presente para Trump, assessores e familiares do presidente. “Foram mais de 10”, contou. A reunião não tinha sido incluída na agenda oficial de Trump divulgada pela Casa Branca. No período da tarde, a agenda previa apenas reuniões políticas internas do presidente dos EUA. Matéria de A Investigação, de David Àgape.

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sao pedro

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