Cineasta baiano ganhou mostra no Rio
A Caixa Cultural do Rio de Janeiro encerra o Rio Evento com a mostra “Orlando Senna – Cinema, Brasil e América Latina”, que homenageia a obra do baiano. Nascido no interior da Bahia, em Afrânio Peixoto, distrito de Lençóis, em 1940, Orlando Senna construiu uma trajetória marcante.
Ele atuou no cinema, na literatura, no jornalismo, na formação de novas gerações de realizadores e na execução de políticas públicas para o audiovisual. Sua atuação atravessou diferentes áreas da cultura, consolidando-o como uma figura central do audiovisual.
A mostra termina domingo, 10 de maio, com a presença do cineasta, de 86 anos. Ao longo das últimas semanas, a mostra se consolidou como um espaço de encontro e celebração entre público, cineastas, amigos, familiares, ex-alunos e admiradores, reafirmando a importância de Orlando.
Mais do que uma retrospectiva, o evento provocou debates sobre memória, identidade e os caminhos contemporâneos do audiovisual. A programação trouxe até o momento uma sequência de exibições de clássicos consagrados e premiados e conversas que ampliaram o olhar sobre o cinema.
Sessões seguidas de debates, trocas com convidados e relatos de bastidores deram à mostra um caráter vivo, aproximando o público de quem pensa e faz cinema. Orlando Senna ainda comemorou seu aniversário de 86 anos na sala de cinema assistindo “Iracema, uma Transa Amazônica”.
O filme foi seu maior clássico cinematográfico e valorizou uma mostra que contou com personalidades como o ator Antônio Pitanga, amigo e contemporâneo de Senna; e a diretora e roteirista do documentário de abertura da mostra “Amor dentro da Câmera”.
Também teve o cineasta Eryk Rocha, filho de Glauber Rocha e Paula Gaitán; o diretor da Ancine Paulo Alcoforado, o ator Bayard Tonelli, a dramaturga Manuela Dias, os cineastas Luiz Carlos Lacerda, Noilton Nunes e Octávio Bezerra, entre outros.
Este sábado reúne uma das agendas mais fortes desta reta final. Às 15h, será exibido “Coronel Delmiro Gouveia”, filme de Geraldo Sarno, com roteiro de Orlando Senna, seguido de bate-papo com a cineasta Alice de Andrade e Joaquim Assis, ampliando a discussão sobre cinema, história, memória e cultura.
É esperada também a presença do cineasta Ruy Guerra, antigo parceiro e amigo de Orlando. Às 18h, a sessão de “A Dívida da Vida”, de Octávio Bezerra, roteirizada por Orlando Senna dá sequência à programação, idealizada e produzida pela cineasta Diana Iliescu, formada em Cinema pela UFF.
A curadoria é assinada por ela e Sol Moraes, formada em Cinema pela UFBA, sócia da Araçá Filmes e Presidente da Coalizão Brasileira pela Diversidade Cultural (CBDC). Sol é de Lençóis, como Orlando, produziu seu filme mais recente, “Longe do Paraíso”, e capta para o próximo, "Nós por Exemplo".
Até o domingo, o público ainda poderá conferir o catálogo digital da mostra e a exposição, bem como acompanhar uma seleção de filmes. Nesta sexta, às 16h, tem Diamante Bruto e às 18h10, O Rei da Noite. No sábado, 15h, Coronel Delmiro Gouveia (com debate) e às 18h, A Dívida da Vida.
No domingo, às 14h, será a vez de Abrigo Nuclear, seguido, às 16h, da Ópera do Malandro. A mostra se despede deixando uma homenagem a Orlando Senna, além de reforçar na memória coletiva a importância do seu trabalho em diversas frentes.
A entrada é gratuita, com retirada de ingressos na bilheteria do cinema 30 minutos antes de cada sessão, na sexta e sábado das 13h às 19h, no domingo das 13h às 18h. A realização é da Ginja Filmes & Produções e a foto que ilustra essa matéria, de Evaldo Macedo.
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