Bixiga ganhará um parque com córrego
O futuro Parque Municipal do Bixiga, em São Paulo, começa a ganhar forma e, com ele, surge uma nova relação entre a cidade e sua própria história. O projeto vencedor do concurso público, anunciado pela Prefeitura nesta segunda-feira, propõe revelar novamente o córrego do Bixiga, hoje oculto.
A ideia é trazê-lo de volta à paisagem urbana e ao cotidiano das pessoas. Mais do que recuperar um curso d’água, a proposta transforma o córrego no coração do parque, reorganizando o espaço ao seu redor e criando um eixo de convivência, natureza e permanência no Centro da capital.
De acordo com o projeto, o curso d’água será reaberto, passando a estruturar todo o parque. O projeto prevê uma passarela-deck que acompanha o córrego ao longo de seu trajeto, permitindo caminhada e contemplação, além da implantação de bosque agroecológico e mirante em formato de arquibancada.
O escritório Democratic Architects incluiu em sua proposta vencedora uma arquibancada-arrimo que conecta os diferentes níveis do terreno e cria uma área de permanência ao ar livre, além de quadras, parquinho, espaços multiuso e áreas para bem-estar, com ambientes para práticas contemplativas.
Pela proposta, no Parque Alto, haverá equipamentos sociais e esportivos, e a maior parte das edificações. No Parque Baixo, mais permeável, trilhas curvas acompanharãom o curso d’água para estimular uma fruição mais lenta e integrada à paisagem.
O setor inferior abriga um programa agroflorestal de caráter educativo e contemplativo, com foco na renaturalização da área e na formação de um bosque urbano com espécies nativas.
A proposta contribui para a criação de um novo corredor ecológico e incorpora soluções como jardins de chuva, que auxiliam na drenagem e na adaptação às variações do nível da água. A passarela-deck, com estrutura leve e acessível, percorre o parque ao lado do córrego, garantindo circulação contínua.
O Parque Municipal do Bixiga será um dos primeiros do Centro Expandido projetados por meio de concurso público com foco na renaturalização de cursos d’água como elemento estruturador, consolidando esse modelo como referência para futuras intervenções na cidade.
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