Resposta do estado confirma seu calote

O governo do estado tentou rebater a denúncia da Prefeitura de Ilhéus sobre os repasses da Saúde e acabou pagando mico, confirmando o calote. O governador Jerônimo Souza (PT) apresentou comprovantes dos repasses para o município. Porém, o mais recente é de outubro de 2024.

A Secretaria de Saúde municipal tinha confirmado que os atrasos nos repasses do Governo da Bahia somam R$ 6.597.027 e começara em 2024, logo depois das eleições. A verba das Estratégias de Saúde da Família não é repassada desde aquele mês; Os recursos do Samu desde setembro do mesmo ano.

Também há pendências desde dezembro de 2024 na Rede de Atenção Psicossocial, que inclui os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). A situação afeta ainda a Rede Alyne, responsável pelo custeio de exames de pré-natal, dificultando o pleno funcionamento desses serviços.

A Secretaria destaca que o financiamento do Sistema Único de Saúde é tripartite - envolvendo recursos da União, dos estados e dos municípios - mas, atualmente, o município tem sustentado os serviços com recursos federais e próprios, diante da ausência de repasses estaduais desde 2024.

A prefeitura afirma que já tentou diálogo com a Secretaria de Saúde do Estado por ofícios ao setor financeiro, sem retorno. O caso foi apresentado à Comissão Intergestores Regionais (CIR), ao Conselho de Secretários Municipais de Saúde da Bahia e ao Conselho Municipal de Saúde de Ilhéus.

A tentativa do governo petista de negar o calote perdeu a credibilidade ao mostrar só documentos anteriores a novembro de 2024. Ele não tem nenhum comprovante de repasse das verbas, que são obrigatórias, a partir daí. O estado parou de pagar logo depois de seu candidato perder a eleição.

O estado alegou que o município deve R$ 1.853.892 à Policlínica Regional, porém o débito é da gestão anterior, parceira política do governador. O atual prefeito, Valderico Reis Jr, já fez duas propostas formais de pagamento, ambas recusadas pela unidade.

Nas rodas de política, muitos lembram que, além das verbas, todas as obras do governo do estado no município foram paralisadas em novembro de 2024 e permanecem sem reativação. "A hipótese de que seja retaliação de Jerônimo pela derrota de seu candidato é quase obrigatória," diz um jornalista local.

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sao pedro

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