Oito governadores desistiram de sair
Oito governadores desistiram de disputar outros cargos nas eleições deste ano e vão sair do cargo em dezembro ou tentar a reeleição. Outros dez deixam o cargo antes de sábado, prazo da Justiça Eleitoral para quem vai tentar um cargo diferente do atual, e nove tentarão se reeleger.
Estes não precisam deixar o mandato para concorrer. A lista dos que resolveram ficar onde estão inclui Ratinho Junior (PSD, na foto), do Paraná, e Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul. Eles esperavam ser escolhidos por Kassab, presidente do partido, para disputar a presidência da República.
O PSD lançou Ronaldo Caiado, de Goiás, que passou o comando para o vice Daniel Vilela (MDB), que tentará a reeleição. Em Alagoas, Paulo Dantas (MDB) continua no cargo e vai apoiar Renan Filho (MDB). No Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT) preferiu ficar por uma questão estratégica.
O vice Walter Alves (MDB) será candidato a deputado estadual. Se Fátima saísse, teria que entregar o cargo a um novo governador eleito em eleição indireta pela Assembleia Legislativa, onde seria quase certa a indicação de um opositor a ela. Ela seria candidata ao Senado.
No Maranhão, a briga entre o governador Carlos Brandão e o vice Felipe Camarão (PT) fez com que ele preferisse manter o cargo para não ver o adversário assumir. Brandão apoia para sucessor o sobrinho Orleans (MDB) e Camarão deve se candidatar a governador ou apoiar Eduardo Braide (PSD).
Wilson Lima (União Brasil-AM), Marcos Rocha (PSD-RO) e Wanderlei Barbosa (Republicanos-TO) também optaram por cumprir o mandato até o fim, para não dar espaço aos vices. A situação é diferente para Romeu Zema (Novo), de Minas, que tenta se viabilizar para a presidência ou uma vice.
Oito governadores vão tentar o Senado, entre eles Helder Barbalho (MDB-PA), João Azevêdo (PSB-PB), Mauro Mendes (União Brasil-MT) e Gladson Cameli (PP-AC). Cláudio Castro (PL) renunciou para tentar uma cadeira no Senado, mas está inelegível e deve concorrer sub-judice.
No Ceará, o governador Elmano de Freitas (PT) é candidato à reeleição, mas pode ser substituíto nas convenções. ele está bem atrás de Ciro Gomes (PSDB) nas pesquisas. O ministro da Educação Camilo Santana saiu do cargo para ficar à disposição do partido. Justamente mirando o lugar de Elmano.
Quem vai para a reeleição tranquilo é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que deve concorrer com Fernando Haddad (PT). O PT terá três governadores tentando se reeleger, mas Jerônimo Souza (Bahia) tem um cenário considerado "trágico" por analistas da política.
Rafael Fonteles (PT), do Piauí, e Elmano, do Ceará, completam a trinca petista. Clécio Luiz (UB), no Amapá; Raquel Lyra (PSD), em Pernambuco; Fábio Mitidieri (PSD), em Sergipe; Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina; e Eduardo Riedel (PP), do Mato Grosso do Sul, também tentarão se reeleger.
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