Detentos fizeram velório no presídio

A investigação do Ministério Público durante a Operação Duas Rosas revelaram um episódio inusitado no Conjunto Penal de Eunápolis: traficantes presos no local organizaram o velório da avó de um deles dentro do presídio, com direito ao corpo no caixão.

O MP usa este exemplo para ilustrar o nível de controle que a facção Primeiro Comando de Eunápolis, ligada ao Comando Vermelho do Rio de Janeiro, exerce sobre a unidade. Segundo os autos, o velório foi apenas uma das muitas regalias encontradas no presídio.

Os detentos, ligados ao PCE, ficavam com a chave de suas celas e circulavam livremente entre os pavilhões. Os presos também tinham acesso a eletrodomésticos e visitas íntimas quando queriam, sem as restrições legais. O próprio caixão foi levado sem que ninguém fiscalizasse.

Toda esta farra era facilitada pela então diretora do presídio de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, que foi presa e assinou delação premiada. Ela entregou que o ex-deputado Uldurico Pinto Jr, seu amante, fazia reuniões com os traficantes e levava os pedidos para o secretário estadual dos presídios, José Castro.

Segundo Joneuma, Uldurico internediou com Castro as facilidades dos traficantes e a fuga de 16 detentos em dezembro de 2024. Os traficantes teriam pago R$ 2 milhões, dos quais R$ 1 milhão seria destinado ao ex-presidiário Geddel Vieira Lima, que indicou e manda na secretaria de Castro.

Joneuma foi nomeada diretora a pedido de Uldurico a Geddel. A defesa do ex-deputado diz que as acusações são "infundadas" e "perseguição política". Geddel usou o mesmo discurso. José Castro não se pronunciou, nem o Governo do Estado ou o governador Jerônimo Souza (PT), até agora calado.

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sao pedro

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