SP inaugurou o metrô de Congonhas
O Governo de São Paulo entregou, nesta terça-feira, a Linha 17-Ouro do Metrô, ligando o Aeroporto de Congonhas à rede metroferroviária pelas linhas 9-Esmeralda e 5-Lilás. Com investimento de R$ 5,97 bilhões, o ramal tem 6,7 km e deve transportar 100 mil passageiros/dia a partir de outubro.
Com entrega prevista para 2014, quando o Brasil sediou a Copa do Mundo, as obras só foram retomadas em setembro de 2023, no início da gestão do governador Tarcísio de Freitas. “Hoje não estamos simplesmente entregando uma linha, estamos encerrando um ciclo de atraso".
"Durante anos, convivemos com uma estrutura que consumiu recursos e ficou parada. Obra parada não tem valor presente e não ajuda o cidadão. Precisávamos tomar a frente e resolver, não dava para conviver com atraso e aceitar o desperdício".
"Tínhamos que virar essa página e retomar a confiança. Esse governo veio para trazer a solução. Estamos dando um passo grande hoje, com a interligação do aeroporto de Congonhas ao sistema, tornando essa rede mais conectada”, afirmou o governador.
Tarcísio também autorizou a expansão da linha, com mais 4,6 km de extensão e quatro novas estações: Américo Maurano, Vila Paulista, Panamby e Paraisópolis, que integrará pela primeira vez uma das maiores comunidades da capital ao sistema de transporte sobre trilhos.
A implantação da linha traz benefícios sociais e ambientais em uma área de grande população na capital. Além de diminuir o tempo de viagem e estabelecer a aguardada conexão com o aeroporto, o projeto prevê a integração com linhas de ônibus e ciclovias, incentivando deslocamentos sustentáveis.
Nesta fase inaugural, o ramal realizará uma operação transitória, com transporte de passageiros disponível de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h. Excepcionalmente nesta terça, por conta da cerimônia de inauguração, a Linha 17 vai abre ao público das 16h às 20h.
A linha começa a funcionar com a circulação de dois trens, com tempo de espera médio entre 7 e 14 minutos, em formato de shuttle (cada composição vai e volta pela mesma via), entre o Aeroporto de Congonhas e a Estação Morumbi. As viagens contam com a supervisão de funcionários embarcados.
A operação transitória permite acompanhamento técnico e regulações dos sistemas e a verificação contínua da confiabilidade operacional. O objetivo é garantir segurança e qualidade no atendimento aos passageiros, do início do serviço até a evolução para a operação em tempo integral, das 4h40 à 0h.
O trajeto vai obedecer parada em sete das oito estações da linha: Morumbi (conexão com a Linha 9-Esmeralda), Chucri Zaidan, Vila Cordeiro, Campo Belo (integração à Linha 5‑Lilás), Vereador José Diniz, Brooklin Paulista e Aeroporto de Congonhas.
Todas as estações da Linha 17-Ouro contam com dois acessos bem integrados ao entorno, facilitando a entrada e a saída dos passageiros. Elas são totalmente acessíveis, com elevadores, escadas rolantes, pisos táteis, sanitários adaptados e sinalização adequada.
As estações também contam com portas de plataforma e espaços dedicados para guarda de bicicletas (paraciclos, além de um bicicletário na Estação Morumbi), integrados a ciclovias existentes. Nos acessos, há baias para embarque e desembarque de veículos (táxis, aplicativos) e pontos de ônibus.
Nesta fase inicial de operação, as passarelas seguirão o mesmo horário das estações, das 10h às 15h. Tanto as passarelas quanto o túnel do aeroporto de Congonhas são abertos a todos os pedestres, inclusive para quem não for embarcar no monotrilho.
Cada um dos 14 trens da frota, todos já fabricados na China, tem capacidade para 616 passageiros. 11 já estão no Pátio Água Espraiada, sendo 8 já comissionadas, que é o processo de cumprimento dos protocolos de testes de segurança e liberação para operar.
As outras três composições estão a caminho do Brasil por navio e a utilização de mais trens na operação comercial é ampliada gradualmente conforme o crescimento da demanda, seguidas de ajustes nos sistemas de controles. O investimento foi de R$ 989 milhões.
Os trens desta linha foram projetados para funcionar com o sistema UTO (Unattended Train Operation), sem condutor. Cada um é formado por cinco carros, com passagem livre entre eles, ar‑condicionado, iluminação em LED, câmeras de vigilância, sistemas de combate a incêndio e tração sobre pneus.
Um dos destaques é o conjunto de baterias embarcadas, que permite ao trem se deslocar mesmo em caso de falta de energia, reforçando a segurança e a confiabilidade da operação.
O monotrilho oferece vantagens em alguns cenários, como o eixo da Av. Roberto Marinho, por ser elevado e ocupar os canteiros centrais, o que reduz desapropriações. Suas estações têm infraestrutura completa, com elevadores, escadas rolantes, paraciclos e integração com ciclovias.
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