Projeto destaca frentistas em Ilhéus
Todos os dias o ilheense Itamar Costa atende dezenas de clientes durante o expediente no posto de gasolina em que trabalha. Mais do que abastecer carros, ele enxerga na sua profissão uma parte importante da cultura brasileira.
“A cultura frentista é o nosso jeito de trabalhar todo dia: ajudar, atender bem e seguir aprendendo com quem passa pelo posto.” A história de Costa e de centenas de outros frentistas está no livro "Frentistas do Brasil", parte do projeto de mesmo nome, que será lançado em Ilhéus nos dias 24 e 25 de março.
Além do livro, também serão lançados uma exposição fotográfica itinerante e um documentário, com acesso gratuito ao público. No mês em que se comemora o Dia do Frentista, a iniciativa tem o intuito de jogar luz sobre a importância da cultura frentista para a história da mobilidade brasileira.
Desenvolvido pela produtora Barro de Chão com patrocínio da Vibra, o projeto tem como combustível as histórias, memórias e vivências de frentistas em todo o país. O CEO da Vibra, Ernesto Pousada, diz que o projeto celebra as pessoas, a cultura e a transformação social que o setor promove.
'Desde os revendedores que geram emprego em suas comunidades, os gerentes que lideram equipes diversas e os frentistas que, todos os dias, representam o rosto humano da nossa operação. São eles que fazem da Vibra não apenas uma empresa de energia, mas uma empresa do Brasil".
"Este projeto não é sobre postos de combustíveis. É sobre pessoas", afirma Mauro Rossi, CEO da Barro de Chão e curador do projeto. “É sobre uma cultura própria do frentista, feita de expressões, histórias, memórias e modos de convivência, que nunca havia sido registrada."
Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), há cerca de 500 mil frentistas no Brasil. São profissionais que contribuem para a mobilidade urbana e o crescimento da economia e testemunham inovações tecnológicas, mudanças de hábitos de consumo e histórias.
“Frentistas do Brasil” é fruto de um trabalho que incluiu centenas de entrevistas, pesquisas históricas, horas de estrada e pausas para abastecer o carro nas 5 regiões brasileiras. O material produzido deu vida a um livro, um documentário e uma exposição fotográfica itinerante, com duração de 30 dias.
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