Itacaré passa vexame com israelenses

O ataque a turistas de Israel em Itacaré envergonhou a cidade, a Bahia e o Brasil diante do mundo, com uma demonstração de antisemitismo que remete à Alemanha nazista de Hitler. O custo para a cidade será alto, porque ela recebia milhares de isrelenses todos os anos.

São tanto, que fizeram o comércio, a rede hoteleira, bares e restaurantes investir em placas, cardápios, sinalização e até em intérpretes de hebraico, a língua oficial de Israel. Agora, todo este investimento deve ser jogado no lixo pela omissão da Prefeitura de Itacaré e a postura antisemita do estado.

Chocado, o deputado estadual Diego Castro (PL) apresentou um requerimento ao Ministério Público para que ele apure as práticas antisemitas da Polícia Militar e de grupos organizados contra cidadãos israelenses no estado.

"É um absurdo em pleno século 21, sobretudo em nosso território, com condutas que lembram episódios de perseguição e ódio como os ocorridos na Alemanha nazista. O curioso é que tudo que tem fundamento bíblico parece incomodar a esquerda", afirmou o deputado.

No sábado, 14, um grupo de antisemitas, trazidos de fora, passou a ameaçar e empurrar três turistas de Israel. O tumulto cresceu, com manifestantes pró-terroristas do Hamas ocupando a Praça da Pituba. A PM usou gás lacrimogêneo e, no final, só prendeu as vítimas, os três turistas.

Segundo informações locais, Itacaré recebe cerca de 3 mil turistas de Israel, nem todos judeus (o país tem católicos e muçulmanos também). Porém, depois da demonstração de insegurança para os três jovens, entre 21 e 22 anos, o governo israelense deve indicar oficialmente a cidade como perigosa.

Ele vai advertir os isralenses que não estarão seguros na Bahia, porque o governo do estado é antisemita. A PM ignorou os manifestantes violentos e preferiu prender os três turistas por "desacato e resistência", uma alegação falsa. Se os israelenses resistissem, teriam derrubado os PMs e a turba.

Todo cidadão de Israel recebe treinamento militar de ataque e de Krav Magá para defesa. Em geral, cada um é capaz de enfrentar e vencer vários oponentes, inclusive com golpes mortais. Testemunhas dizem que eles apenas tentaram se afastar dos nazistas de Itacaré e não agrediram ninguém.

Alguns vereadores estão preocupados com os efeitos no turismo da cidade, assim como empresários, que calculam um gasto médio de R$ 800 por israelense. Isso significa a perda de R$ 2,4 milhões para o setor. Além disso, a notícia do ataque e da postura da PM vai influenciar turistas de outros países.

O Instituto Brasil-Israel (IBI) enviou um representante ao município para apurar os fatos e deve se reportar ao governo do Israel. O Brasil, como um todo, é mal visto, por ter um presidente (Lula) que já fez declarações antisemitas várias vezes, apoiou o Hamas e ignorou o massacre contra judeus.

Um dos responsáveis pela confusão é o ex-candidato a deputado federal pelo Psol Thiago Ávila, que montou um ato nazista no final de semana, levando dezenas de antisemitas de outras cidades, de ônibus, para a manifestação na praça. Um deles agrediu um dos jovens israelenses com um capacete.

Além de só prender as vítimas, visitantes que deveriam ser bem acolhidos no Brasil, a PM obrigou taxistas a retirar bandeiras de Israel dos carros, uma ação claramente ilegal que precisa ser investigada pela corregedoria da PM. Para o neo-nazista Ávila, todo israelense é "um criminoso de guerra".

18:02  |  


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sao pedro

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