Família Chaves contesta paternidade
A família de Manoel Chaves (no centro) entrou com um recurso para derrubar uma sentença judicial que reconheceu Wellington Lopes Kruschewsky (à direita) como filho do empresário. A ação de paternidade existe desde 2013 e teve decisão a favor de Wellington em 3 de dezembro. A matéria é exclusiva de A Região.
O juiz Alysson Floriano, da 1ª Vara de Família de Itabuna, decidiu como procedente o pedido de paternidade e declarou Wellington "filho do falecido Manoel Souza Chaves", mandou excluir o sobrenome Kruschewsky e a inclusão de Chaves.
Wellington diz na ação que sua mãe, Sileildes Lopes (Sissi), manteve um relacionamento de 18 anos a partir de 1963, quando ela tinha 15 anos, até 1981. Segundo seu relato, Chaves bancava todas as despesas dela, incluindo viagens, roupas, casa e comida.
Wellington nasceu em 1965, em Ilhéus, mas não foi registrado pelo suposto pai porque Chaves era casado e não queria se expor. Mesmo assim, segundo a mãe, ele continuou ajudando financeiramente o menino. Porém, quando Wellington ficou gravemente doente, aos 5 anos, Chaves teria negado ajuda.
A mãe, desesperada, aceitou que Aderson do Espírito Santo Kruschewsky (com quem também tinha um relacionamento) registrasse o menino como seu filho, para que ele fosse tratado na rede pública. Anos depois, Wellington resolveu brigar na Justiça para reconhecer Manoel Chaves como pai biológico.
Um testemunha chamada Giselda M.S., amiga de Sissi desde a adolescência, confirmou as informações de Wellington. Contou que ela viajou com Manoel Chaves e voltou grávida, que Helenílson (à esq), filho de Manoel Chaves, sabia que o filho era dele. E que Sissi teve um motel em Itabuna, o Smile.
Giselda afirmou que Sissi viajava muito com Chaves, de carro, e ela ficava cuidando do menino. O juiz também ouviu Sissi, que repetiu a narrativa dos autos e deu detalhes. Disse que ficou grávida em Lindóia, onde Manoel Chaves foi se tratar de micoses por sugestão do Dr. Fernando Filgueira.
Os herdeiros contestaram a narrativa, considerada por eles como inventada. Afirmaram ao juiz que Manoel Chaves era homem de princípios, nunca teve outra mulher além da esposa, e que nunca abandonaria um filho se soubesse de sua existência.
Chamaram a ação de "esdrúxula" e pediram extinção por falta de documentos essenciais (como uma certidão de nascimento original). Aderson admitiu que registrou o menino sabendo que não era o pai biológico, para salvar a vida da criança, e disse que aceitaria fazer exame de DNA.
Segundo a decisão do juiz, vários familiares de Manoel Chaves se negaram a fazer exame de DNA ou permitir a exumação do corpo do empresário para o mesmo fim. Em 2021, coletaram material genético de parte da família, porém o laboratório pediu mais participantes para reconstruir o perfil de Chaves.
A família de Manoel Chaves entrou com um recurso contra a sentença afirmando que não existe nenhuma prova concreta do relacionamento, apenas uma foto antiga, certidão de casamento de Wellington e alegações. "Nada de carta, comprovante de pagamento, foto íntima, testemunha forte".
O recurso lembra que o exame de DNA com sobrinhos-netos foi inconclusivo e que não há outros parentes para construir um perfil melhor. Chaves não tem irmãs e as filhas legítimas já faleceram. Questiona o DNA de Anderson, porque foi feito privativamente, não em ofício.
Os herdeiros de Chaves pedem ao Tribunal de Justiça a reforma da sentença, o julgamento do pedido como improcedente, revogando a paternidade aceita na primeira instância. Ele citam como motivos a falta de provas e o DNA inconclusivo.
Muito esforço é feito para deixar voce bem informado, sem rabo preso com ninguém. Ajude a manter nossa independência fazendo um PIX para jornal@aregiao.com.br (Nubank)
Arquivo de Notícias






