Estudar fora pode ser até mais barato

A ideia de cursar uma universidade no exterior costuma ser associada a custos elevados mas, em alguns casos, estudar fora pode ter um custo semelhante ou até inferior ao do Brasil. “Estudar fora pode custar de zero a mais de R$ 30 mil por mês, dependendo do destino".

"Mas, em muitos casos, pode sair mais barato que no Brasil. Enquanto cursos de Medicina em universidades privadas podem superar R$ 12 mil por mês, estudar em cidades do interior de países como Argentina, Paraguai e Portugal permite um custo de vida e taxas que, somadas, ficam abaixo".

Quem explica é a conselheira de carreiras do Brazilian International School (BIS), de São Paulo, Ana Claudia Gomes. “Na Alemanha, por exemplo, em universidades públicas, paga-se apenas uma taxa de cerca de € 300 por semestre. Já em países como Malta, Suécia e Finlândia, estudantes com cidadania europeia podem estudar sem pagar mensalidade, arcando apenas com taxas anuais baixas”, diz.

Ao planejar uma graduação fora do país, o estudante precisa colocar, na ponta do lápis, todos os custos, como mensalidade, moradia, transporte, alimentação, seguro de saúde e documentação. Também é preciso considerar que o modelo de cobrança no exterior costuma ser diferente do brasileiro.

Nos países do hemisfério norte geralmente não existe mensalidade como no Brasil. A universidade cobra uma semestralidade ou anuidade. Ana Claudia acrescenta que o custo de moradia costuma ser o principal fator de impacto.

“Capitais como Londres ou Paris exigem praticamente o dobro do orçamento de cidades universitárias menores, como Coimbra ou Varsóvia. Na Europa, que costuma ser uma das regiões mais acessíveis, o custo de moradia pode variar de cerca de € 200 a € 1.200 por mês”, explica.

Para reduzir os custos no orçamento, vale pesquisar por universidades que oferecem bolsas de estudo e os países que permitem que o estudante trabalhe enquanto estuda. Nos últimos anos alguns destinos têm se tornado especialmente atrativos. Portugal é um dos principais exemplos.

“O país se destaca pela proximidade cultural e pelo fato de mais de 50 instituições aceitarem a nota do Enem como forma de ingresso”, afirma Ana Claudia. Outro destino em ascensão é a Alemanha, onde muitas universidades públicas oferecem cursos gratuitos ou de baixo custo.

Alguns países da Europa Central também têm ganhado visibilidade. “Hungria e Polônia são verdadeiros ‘tesouros escondidos’. Eles oferecem cursos em inglês com mensalidades relativamente baixas, entre € 2 mil e € 4 mil por ano, e custo de vida inferior ao da Europa Ocidental”, afirma.

Na América do Sul, a Argentina continua sendo um destino tradicional. “Universidades públicas como a UBA têm ingresso sem vestibular e um custo de vida ainda considerado atrativo para brasileiros, apesar da forte inflação na economia do país”, completa.

As formas de ingresso em universidades estrangeiras variam bastante. As universidades lá fora costumam analisar o histórico acadêmico, atividades extracurriculares, provas de proficiência em idiomas e até voluntariado. É uma avaliação mais global e holística sobre quem é aquele indivíduo.

Outro fator que pode tornar a experiência internacional mais viável são as bolsas de estudo e auxílios financeiros oferecidos por universidades e programas governamentais. "Na Hungria, por exemplo, o programa Stipendium Hungaricum é bastante completo e pode incluir isenção de anuidade e auxílio para despesas básicas". A foto é do Freepik.

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sao pedro

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