BA: uma das maiores inadimplências
A inadimplência de aluguel na Bahia registrou alta expressiva em fevereiro, com a taxa passando de 5,13% em janeiro para 6,84% em fevereiro, segundo o Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, plataforma de soluções tecnológicas e financeiras.
No comparativo com 2025 houve crescimento de 2,23 pontos percentuais. O movimento acompanha a tendência nacional, que também apresentou alta após quatro meses consecutivos de queda, com a inadimplência chegando a 3,35% em fevereiro, ante 3,29% em janeiro.
Com o resultado, a Bahia registrou um dos maiores índices de inadimplência do país, acima inclusive da média do Nordeste, que liderou o ranking nacional de inadimplência, com 4,67%, explica Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, o início do ano exige atenção.
Ele conta que “a oscilação da inadimplência reflete um cenário ainda pressionado por inflação e juros, que impactam diretamente o orçamento das famílias e, por consequência, a capacidade de pagamento dos inquilinos”.
A inadimplência em imóveis residenciais de alta renda (aluguel acima de R$ 13.000), que esteve no topo das taxas mais altas durante 2025, teve alta expressiva de 3,81 ponto percentual em fevereiro, com média de 8,58% contra 4,77%, em janeiro.
Já os imóveis na faixa de até R$ 1.000, que registraram a maior taxa no mês passado no segmento residencial, subiram 1,32 ponto percentual, saindo de 5,76% para 7,08%, em fevereiro. A inadimplência de imóveis de R$ 2.000 a R$ 5.000 foram as mais baixas do período, com taxas entre 2,78% e 2,89%.
Já em relação aos imóveis comerciais, a faixa até R$ 1.000 continua com a maior taxa, de 7,98%, alta de 0,76 ponto percentual na comparação com o mês anterior (7,22%). A segunda maior taxa foi em imóveis acima de R$ 13.000, com 4,67%. Já a menor foi na faixa de R$ 5.000 a R$ 8.000, de 4,09%.
A taxa de inadimplência de apartamentos voltou a subir depois de três quedas seguidas, para 2,33%, após alcançar 2,15% em janeiro; a de casas subiu de 3,74% para 3,85%. Os imóveis comerciais também apresentaram alta, de 4,46% de inadimplência, em janeiro, para 4,75%, no último mês.
Em janeiro, o Nordeste voltou ao topo do ranking de inadimplência, com uma taxa de 4,67%, alta de 0,71 ponto percentual em relação a janeiro. Já o Norte, no topo no mês passado, ficou em segundo, com 4,61%, alta de 0,58 ponto percentual. O Centro-Oeste marca o terceiro lugar com 3,71%.
Foi um recuo de 0,43 ponto percentual, após os 3,28% do mês anterior. O Sudeste aparece em seguida, com taxa de 3,28% – alta de 0,12 ponto percentual em relação a janeiro –, e o Sul com 2,87%, mantendo a menor taxa do país, apesar da alta de 0,39 ponto percentual entre janeiro e fevereiro.
Muito esforço é feito para deixar voce bem informado, sem rabo preso com ninguém. Ajude a manter nossa independência fazendo um PIX para jornal@aregiao.com.br (Nubank)
Arquivo de Notícias






