Alden quer investigar base chinesa na BA

O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) anunciou que vai formalizar no Congresso um pedido de investigação sobre a presença de uma base secreta da China na Bahia. A revelação está em um relatório do Comitê Seleto sobre a China da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.

O documento informa que existe uma estrutura de monitoramento espacial chinesa em Salvador, chamada de Tucano Ground Station. A base seria parte da empresa Alya Space, que tem "parceria tecnológica" com empresas aeroespaciais da China.

Alden considera a denúncia preocupante, com posisbilidade de impactos na soberania nacional e na segurança. Ele vai enviar ofício ao Itamaraty, perguntando se o governo tem conhecimento formal do projeto e que tipo de acordo foi feito, caso haja algum.

Para o Ministério da Defesa, o deputado perguntará se ele fez uma avaliação estratégica de impactos na segurança nacional e o programa espacial brasileiro. Alden ainda quer esclarecimentos da Agência Espacial Brasileira se tem ciência e aprovou a parceria tecnológica com a China.

Ele também quer saner quais os limites operacionais e as regras desse tipo de infraestrutura no Brasil. Outro ofício pedirá uma audiência pública na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara, convocando representantes do governo e da AEB.

Por fim, Capitão Alden quer que o Governo da Bahia informe se houve autorização, cooperação institucional ou acompanhamento estadual da base chinesa. "Não há, neste momento, qualquer conclusão sobre irregularidade ou ilegalidade", ressaltaq o deputado.

"Porém, projetos espaciais e sistemas de monitoramento orbital envolvem tecnologia de uso dual, que pode ter aplicações civis e estratégicas. Por isso, a transparência institucional é fundamental para garantir que a soberania nacional e os interesses do Brasil estejam plenamente protegidos”.

“Se o projeto é estritamente civil e científico, isso deve ser explicado de forma clara. Se houver qualquer componente estratégico ou sensível, o Parlamento precisa ser informado. O que não pode é o país tomar conhecimento de possíveis implicações estratégicas por meio de relatórios do exterior”.

18:13  |  


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sao pedro

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