SP prendeu 53 pelas fraudes digitais
A Operação Fim da Fábula, deflagrada na terça-feira, prendeu até o momento 12 suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em golpes digitais. A ação cumpre 120 mandados de busca e apreensão e 53 de prisão temporária nos estados de São Paulo e Minas Gerais, e no Distrito Federal.
Todas as prisões registradas até agora ocorreram no território paulista. Segundo o secretário de Segurança, Osvaldo Gonçalves, embora os golpes aplicados pela quadrilha (como o do INSS, falso advogado e “mão fantasma”) já sejam conhecidos, o que chamou a atenção foi o nível de organização.
“Depois de conseguir o dinheiro das vítimas, eles ainda lavavam esses valores, seja por meio de plataformas de apostas on-line ou fintechs, para dificultar o rastreamento. Mas não deu certo”, afirmou.
Autoridades da Polícia Civil e do Ministério Público explicaram que o trabalho começou na identificação dos núcleos estratégicos da organização, responsáveis por coordenar as ações. Em seguida, foram mapeados os executores, os operadores financeiros e quem ocultava o patrimônio.
De acordo com o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), o grupo adotava o modelo conhecido como “lavagem em camadas”, com sucessivas transferências de recursos entre familiares, empresas de fachada e contas de terceiros para dificultar o rastreamento do dinheiro.
“Tivemos que aplicar a estratégia de ‘seguir o dinheiro’ para desvendar toda a engrenagem criminosa”, explicou o diretor do Deic, Ronaldo Sayeg. O Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp) identificou ao menos 36 imóveis ligados aos investigados.
Eles eram registrados em nome de “laranjas”, assim como centenas de veículos, barcos, joias e valores em espécie. Parte desses bens foi apreendida durante a operação. As medidas foram autorizadas pela 2ª Vara Especializada em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores.
Segundo os investigadores, considerando o teto de R$ 100 milhões por conta, o bloqueio judicial pode alcançar cifras bilionárias, a depender do saldo existente nas 86 contas alvo da decisão.
Cerca de 400 policiais civis e promotores participam da ofensiva, que conta com apoio de outros departamentos da Polícia Civil paulista e das polícias civis de Minas Gerais e do Distrito Federal.
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