Ação quer suspender taxa de esgoto
Uma representação feita pelo engenheiro Alfredo Melo ao Ministério Público pede investigação sobre práticas da gestão da Emasa, em Itabuna. Entre outras medidas, ele pede a suspensão da cobrança da taxa de esgoto, por um motivo alarmante: a cidade trata hoje 0% de esgoto.
O Plano Municipal de Saneamento Básico, publicado em agosto de 2025, traz a lista das estações de tratamento de esgoto, indicando todas "fora de operação", exceto a Vida Nova. Segundo funcionários, até a construída no Top Park pelo empreendimento foi desmontada pela Emasa, sem explicações.
Melo chama a atenção para o passivo com a Neoenergia Coelba, que era de R$ 500 mil em 2020 e saltou para R$ 40 milhões, "o que será comprovado pela comparação dos balancetes de 2020 e 2024", acrescenta na ação. O engenheiro também destaca um desvio de finalidade.
"O desvio flagrante de prioridade orçamentária, materializado no gasto de mais de R$ 700 mil em festas e restaurante, além do financiamento de time de futebol com ligações políticas, e a contratação de escritório jurídico de valores altíssimos, enquanto a empresa alega insolvência", afirma.
O documento enviado ao MP lembra a Recomendação Administrativa nº 008/2025 do Ministério Público da Bahia, "que atesta, de forma técnica e insofismável, o superfaturamento de mais de R$ 1 milhão em contratos com a Metro Engenharia e a terceirização irregular de atividade-fim".
Alfredo Melo cita ainda "o inchaço desmedido do quadro de pessoal, que passou de pouco mais de 30 para mais de 200 contratados e comissionados". Na ação, ele pede a suspensão da taxa de esgoto, de Atos de Alienação e do contrato com a Metro. Isso, além de investigação e auditoria na Emasa.
O espaço está aberto para considerações da direção da Emasa.
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