São Paulo ganhou o seu 121º parque
A Prefeitura de São Paulo inaugurou, nesta quinta-feira, o Parque Fazenda da Juta, o 121º da cidade, implantado em uma área de alta relevância ambiental em Sapopemba, na Zona Leste, onde nascentes, córregos e espécies nativas da fauna e da flora convivem em equilíbrio.
Com investimento superior a R$ 13 milhões, o espaço foi concebido a partir de soluções sustentáveis que colocam a natureza no centro do projeto, não como cenário, mas como protagonista. O projeto foi inspirado nos princípios da infraestrutura verde, com o conceito de “parque esponja”.
Ele foi pensado para absorver, reter e infiltrar a água da chuva, reduzindo alagamentos e preservando os recursos hídricos. Passarelas suspensas garantem a permeabilidade do solo e permitem que a dinâmica natural da área seja mantida, respeitando trechos de mata ombrófila densa, marcada pela alta umidade e árvores de grande porte.
O prefeito Ricardo Nunes conta que “aqui era uma área muito degradada, com invasões, muito mal cuidada, e aqui tem nascentes, é um patrimônio muito importante da cidade em relação à questão da preservação ambiental”. Ele ressaltou que o Parque Municipal Fazenda da Juta é o 13º entregue em sua gestão.
“Temos muitos motivos para comemorar os avanços da cidade, especialmente nesta semana em que celebramos o aniversário de São Paulo, os seus 472 anos. E vocês, não tenham dúvida: estaremos aqui todos os dias, trabalhando para tornar a cidade cada vez melhor".
As edificações seguem a mesma lógica de integração. Com tetos verdes e feitas em blocos cerâmicos, as estruturas oferecem maior conforto térmico e dialogam com a paisagem. Todo o projeto foi desenvolvido conforme o Código Florestal Federal, preservando nascentes, corpos d’água e os elementos naturais já existentes.
Nesta primeira etapa, foram entregues 66 mil metros quadrados de área verde, com parquinhos, passarelas, academia ao ar livre para a terceira idade, sanitários, fraldários, arquibancada e mirantes acessíveis. A segunda fase, em elaboração, prevê a ampliação de mais 56 mil metros quadrados, totalizando 122 mil metros quadrados de parque.
A biodiversidade é um dos destaques do novo espaço. No perímetro da área, foram registradas 25 espécies de aves, entre elas o periquito-rico, o bico-de-lacre e o suiriri. Já no levantamento da flora, foram identificadas 93 espécies, sendo 70 nativas do município, como a mirindiba-rosa e o pau-formiga, além de espécies típicas da Mata Atlântica.
Desde a concepção até a execução das obras, a comunidade participou ativamente do processo. O projeto adotou o conceito de “canteiro aberto”, promovendo transparência e fortalecendo o vínculo dos moradores com o novo parque, explica o secretário do Verde e do Meio Ambiente, Rodrigo Ashiuchi.
O secretário ressaltou que esse parque faz também a função de facilitar a mobilidade, porque faz a conectividade nas suas entradas com toda essa região. “Além disso, faz um papel importante de drenagem. Nós temos as estruturas que servem também de importantes aliados no combate às chuvas e valorizam a nossa drenagem".
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