PF apura fraude de ex-nora de Lula

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, a terceira fase da Operação Coffee Break, que investiga fraudes em licitações para a compra de materiais didáticos por prefeituras do interior paulista. A ação tem como um dos alvos Carla Ariane Trindade, ex-nora do mandatário Lula da Silva (PT).

Ela é suspeita de receber propinas do empresário André Gonçalves Mariano. Segundo a PF, o esquema opera desde pelo menos 2021 e envolvia direcionamento de contratos e superfaturamento em licitações financiadas com recursos da Educação. Nesta etapa, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em São Paulo;

O relatório parcial aponta uma organização criminosa estruturada, formada por agentes públicos, lobistas, doleiros e empresários, em vários municípios. A PF afirma que recursos do Ministério da Educação foram desviados. Os crimes incluem corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Segundo os investigadores, André Mariano, dono da Life Tecnologia Educacional, contratou Carla Ariane para obter vantagens junto ao governo federal. A Life recebeu cerca de R$ 70 milhões para fornecer kits e livros escolares a três prefeituras. Há indícios de que a ex-nora do presidente atuou em Brasília para viabilizar a liberação de recursos do FNDE.

Na fase anterior da operação, em novembro, seis pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no esquema, entre elas o vice-prefeito de Hortolândia, Cafu César (PSB). As informações sobre a nova etapa da investigação foram divulgadas pelo jornal O Estado de S.Paulo. Com Diário do Poder

5:46 PM  |  


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sao pedro