Op da PF chega em Félix Mendonça Jr.
Uma operação da Polícia Federal, continuação da Overclean, chegou nesta terça-feira ao deputado federal pelo PDT Félix Mendonça Jr. A nova etapa visa desarticular uma quadrilha suspeita de desviar milhões de reais em verbas de emendas parlamentares, além de crimes de corrupção, peculato, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.
O Supremo Tribunal Federal (STF) emitiu 9 mandados de busca e apreensão em endereços do Distrito Federal e da Bahia. Entre os locais visitados pela PF está o apartamento funcional de Félix Júnior em Brasília. Aliado do PT na Bahia, ele foi apontado como um dos principais alvos desta fase da Overclean.
Segundo a PF, o "comportamento parlamentar (de Félix Jr) no trato do dinheiro público extrapolou a mera alocação de recursos provenientes de emendas parlamentares”. O documento diz que o pedetista “participou ativamente do esquema criminoso investigado”.
Félix Júnior “valia-se de seu então secretário parlamentar, que atuava como seu 'longa manus' e, de forma reiterada, negociava a destinação de emendas a municípios baianos, solicitava pagamentos ilícitos a prefeitos beneficiados e participava da logística de repasse de propinas”, dizem os investigadores.
O ex-secretário de Félix Júnior, Marcelo Chaves Gomes, já tinha sido alvo da PF na quarta fase da Overclean, acusado de ser o operador financeiro da quadrilha. Entre outros, ele teria manipulado contratos em Boquira, Ibipitanga e Paratinga.
Além das buscas, o STF autorizou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias e ativos financeiros vinculados aos investigados para interromper o fluxo de dinheiro do grupo e garantir um eventual ressarcimento. A investigação começou em dezembro de 2024 e revelou um esquema complexo de desvio de verbas.
O modus operandi era usar empresas de fachada e contratos simulados para fraudar licitações nos municípios. Há indícios de que Félix Junior tenha enviado cerca de R$ 4 milhões em emendas para municípios sob suspeita de irregularidades e contratos fantasmas.
Em nota, Félix Junior nega as acusações, diz que a operação é repetição de uma de junho de 2025 e que "não foi encontrado qualquer elemento que o incrimine". Segundo o deputado, a repetição das diligências causa estranhamento, sobretudo pela inexistência de fatos novos que justifiquem a medida.
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