Ilhéus rompe uma tradição centenária
O babalorixá Pai Toninho, do Ilê Axé Ballomi, manifestou indignação com a decisão da Prefeitura de Ilhéus de concentrar os shows culturais da Festa de Iemanjá exclusivamente na praia embaixo da Ponte Jorge Amado, no Centro. O posicionamento foi divulgado em vídeo nas redes sociais.
Ele questiona a retirada das atrações da Litorânea Norte, onde a celebração ocorre há décadas. A mudança desconsidera a programação histórica na Pedra da Sereia, que inicia ainda de madrugada, com alvorada de fogos, xirê, roda de baianas, banhos rituais e procissão marítima, seguida do show e da festa de largo.
Para o babalorixá, a ausência das apresentações culturais na Litorânea Norte rompe com a tradição construída pelo povo de axé ao longo dos anos. O líder religioso também ressaltou a relevância do evento para o município, destacando que Ilhéus abriga a segunda maior Festa de Iemanjá da Bahia.
Na avaliação dele, a decisão penaliza injustamente as comunidades tradicionais. A festa ocorre historicamente em três pontos da cidade: Litorânea Norte, Maramata e Praia do Cristo. A crítica foi reforçada por Patrícia, do Terreiro de Luando, organizadora da Festa de Iemanjá na praia da Maramata.
O local sempre esteve lotado de nativos e turistas no 2 de fevereiro, onde soltam as oferendas a Iemanjá. Patrícia destaca o caráter ancestral da celebração, mantida por gerações em Ilhéus. Diante da repercussão, organizadores aguardam uma reunião entre representantes dos terreiros com a Prefeitura.
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