Bolsonaro tem nova crise na solitária
O vereador Carlos Bolsonaro (PL) comunicou que seu pai Jair Bolsonaro teve um agravamento na crise de soluços persistentes que evoluiu para um quadro de azia constante, que dificulta sua alimentação adequada. Ele relatou que a situação mais grave levou seu médico a ser chamado à sede da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Carlos disse que a azia persistente impede seu pai de se alimentar adequadamente e de dormir. Além de considerar perceptível o grave abalo psicológico que o ex-presidente sofre, agravado pelo fato de permanecer sozinho na cela que classificou como “solitária”.
O filho de Bolsonaro publicou foto que registra o ex-presidente em uma crise de vômitos. “A foto registra meu pai em intermináveis crises de vômito, decorrentes das sequelas da facada que sofreu, praticada por um antigo militante do PSOL, partido historicamente alinhado à facção política de Lula”, disse Carlos Bolsonaro.
Ele se referia a Adélio Bispo de Oliveira, que esfaqueou o ex-presidente em Juiz de Fora (MG) e foi considerado inimputável pela Justiça, por ter transtorno delirante persistente.
Carlos lembrou ainda que, no fim de semana, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou mais um pedido de prisão domiciliar humanitária junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Até o presente momento, lamentavelmente não foi apreciado”, lamentou o vereador carioca.
Na publicação na rede X, Carlos contesta a condenação de seu pai a 27 anos e 3 meses de prisão. E contesta cada um dos cinco crimes imputados pela denúncia da Procuradoria-Geral da Republica (PGR) e por decisão da Primeira Turma do STF, no ano passado. Com Diário do Poder
"Os crimes pelos quais Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão:
1. Destruição de patrimônio
2. Destruição de patrimônio tombado
Jair Bolsonaro estava em Orlando (EUA). Não se encontrava na Praça dos Três Poderes. Portanto, não destruiu absolutamente nada.
No Direito Penal vigora o princípio da individualização da pena. Ainda assim, nesses dois crimes, Bolsonaro foi condenado injustamente.
3. Organização criminosa armada
No dia 8 de janeiro, nenhuma arma foi apreendida. Não se tratou de movimento armado. Foi uma manifestação sem a participação ou liderança de Jair Bolsonaro, que saiu do controle, com a exaltação de alguns poucos manifestantes.
Trata-se de mais uma condenação injusta.
4. Golpe de Estado
5. Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
Não se pode falar em golpe sem ato executório. Não se dá golpe em um domingo, contra prédios públicos vazios. Os participantes foram condenados sob a tese de crime de multidão, isto é, sem liderança. Posteriormente, contraditoriamente, condena-se Jair Bolsonaro como líder dos fatos de 8 de janeiro, mesmo ele estando fora do país. O que se observa é uma perseguição política escancarada, incompatível com o Estado de Direito."
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