Assassinato do cão Orelha revolta SC

A Polícia Civil de Santa Catarina apresentou em coletiva de imprensa, realizada nesta terça-feira, 27, os avanços da investigação sobre o caso de maus-tratos contra o cão Orelha. Familiares dos adolescentes, sendo um advogado e dois empresários, após serem interrogados, foram indiciados pelo crime de coação no curso do processo.

O crime contra o cachorro ocorreu no início de janeiro deste ano, quando a Polícia Civil tomou conhecimento sobre agressões praticadas contra o cão comunitário, na Praia Brava, em Florianópolis. Devido à gravidade dos ferimentos, o animal morreu durante o atendimento veterinário.

Foi instaurado auto de apuração de ato infracional, após ter sido constatado no bojo da investigação a suspeita de envolvimento de adolescentes. Já o inquérito policial, instaurado para apurar a coação realizada por familiares dos adolescentes investigados a testemunhas, foi conduzido pela Delegacia de Proteção Animal da Capital (DPA).

No âmbito da DPA, o inquérito foi concluído. O inquérito policial foi remetido ao Fórum. “Importante destacar que a Polícia Civil em nenhum momento parou. Só por meio do procedimento da DPA, ouviu mais de 20 pessoas e analisou mais de 72 horas de imagens de um total de 14 câmeras de monitoramento".

"Isso apenas referentes ao cão Orelha, totalizando mais de 1.000 horas de gravações para análise, fora as imagens dos demais atos criminosos conexos a essa situação”, destacou a delegada responsável pelo caso na DPA, Mardjoli Valcareggi.

Na segunda-feira, a DPA e a DEACLE cumpriram mandados de busca e apreensão em residências, tanto dos menores suspeitos dos maus-tratos e outros atos ilícitos na Praia Brava, quanto dos adultos que teriam coagido testemunhas. Foram apreendidos celulares e eletrônicos dos adolescentes para ser analisados.

O procedimento agora será concluído na DEACLE, pois a Polícia Civil precisava cumprir medidas cautelares antes das oitivas dos suspeitos e, na última semana, ainda não havia obtido todos os mandados. O delegado-geral da PCSC, Ulisses Gabriel, explicou que a atuação da Polícia Civil prioriza a causa animal.

“É importante esclarecer que é vedada a divulgação de imagens, fotos e nomes dos adolescentes investigados e que a responsabilização se dá perante a autoridade judicial, que vai, de acordo com as medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, impor uma sanção penal a eventuais autores dessa prática delitiva”, finalizou Ulisses.

Para prestar os esclarecimentos e responder às demandas da imprensa, também estiveram na coletiva o diretor de Polícia da Grande Florianópolis, delegado Pedro Henrique de Paula e Silva Mendes, e o diretor do Gabinete da Delegacia-Geral, delegado Marcelo Nogueira.

6:53 PM  |  


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sao pedro