Vereador exige a castração de animais

Itabuna e Ilhéus vivem um problema grave de saúde pública, que é denunciado há anos pelo jornal A Região e pela rádio Morena FM, mas nunca levado a sério pelos governantes: o crescimento enorme da população de cães e gatos de rua. Eles tem gestações curtas e com vários filhotes de cada vez.

Nenhuma das duas cidades tem uma equipe ou plano para castrar esses animais de rua. Quando promovem castração gratuita ela só atinge os animais adotados, nunca os de rua, onde o procedimento é mais urgente e necessário. O resultado são ruas e casas invadidas pelos animais, que espalham lixo e doenças, e defecam nos jardins.

Em Ilhéus, finalmente um vereador tomou a frente e agiu. Paulo Carqueija reapresentou, pela segunda vez neste ano, um requerimento cobrando da Prefeitura um mutirão de castração de cães e gatos de rua. Ele sugere uma parceria entre o poder público, clínicas veterinárias, entidades protetoras e veterinários autônomos.

O vereador conta que seu gabinete recebe pedidos constantes de moradores e grupos de proteção animal, que relatam casos de abandono, doenças, maus-tratos e o aumento descontrolado da população de animais nas ruas. "A castração controla a população de forma humanitária, evita doenças e reduz o ciclo de sofrimento," afirma.

Carqueija não quer que o mutirão seja limitado. A proposta é promover uma busca ativa nos bairros com mais animais abandonados, sem esperar a procura ou denúncia da comunidade. Para ele, é preciso controlar a reprodução dos cães e gatos de rua, aproveitando para castrar os animais das famílias de baixa renda.

Ele ressalta que os animais de rua são “invisíveis” para as políticas públicas convencionais. “Precisamos ir onde eles estão, identificar riscos e atuar junto à comunidade. Só assim quebraremos esse ciclo”, destacou, defendendo a estratégia de busca ativa. “A proteção animal é uma responsabilidade coletiva," lembra.

5:19 PM  |  


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sao pedro