Socicam é acusada por lista suspeita
O vereador de Ilhéus Paulo Carqueija aproveitou a sessão desta terça-feira para lembrar das limitações do Aeroporto Jorge Amado, mesmo depois da ampliação. Ele abordou as dificuldades do equipamento e o que pode ser feito, mas tocou numa ferida aberta ao falar dos obstáculos que impedem o pouso por instrumentos e o preço das passagens.
Carqueija lembrou a audiência pública de dezembro do ano passado, quando o piloto Alexandre Reis apresentou um diagnóstico técnico sobre o aeroporto e apontou uam solução simples e barata para permitir pouso com tempo ruim, usando GPS. Já o por instrumentos enfrenta entraves que podem ser resolvidos.
Para Carqueija, depende de “determinação, força e boa vontade política”, o que não existe hoje. O vereador visitou a concessionária Socicam, o Aeroclube de Ilhéus e a Secretaria de Turismo. Informaram a ele a lista de obstáculos físicos no entorno da pista, que forçaria as aeronaves a fazer o pouso por visual.
Ele limita a descida com tempo ruim, por isso, as empresas aéreas têm pouco interesse na cidade e cobram mais caro pelas passagens. É rotina os voos serem desviados para Salvador ou voltar para a origem em épocas de chuva. A bomba veio com uma revelação de Carqueija sobre esses obstáculos.
Ele conta que, logo antes de a Socicam assumir o aeroporto, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) emitiu um relatório com 60 obstáculos que impediam os pousos por instrumentos, "a maioria de fácil superação”, afirma o vereador.
“No entanto, ao invés de buscar essas superações, a Socicam decidiu, por conta própria, fazer um novo estudo e elevou para 330 os pontos de obstáculos. Isso é muito suspeito de ser algo tendencioso”, observou Carqueija. "Muitos obstáculos são de resolução simples, como sinalizar um telhado, podar árvores, ou rebaixar alguns postes".
Carqueija elogiou o Prefeito de Ilhéus por buscar soluções. “O mesmo já criou uma equipe para tratar do assunto, tendo ele mesmo se deslocado a Brasília para buscar as soluções”, afirmou. Mas ele destacou que “não há boa vontade do Governo do Estado para com os problemas de Ilhéus”.
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