Salvador é capital mais violenta do país
O anuário das Cidades Mais Seguras do país, baseado em dados do IBGE e do Ministério da Saúde, revela Salvador como a capital mais perigosa do Brasil. O ranking dos estados mais seguros é liderado por Santa Catarina, seguido de São Paulo e do DF. Os mais violentos são a Bahia, o Ceará e o Amapá.
Enquanto Santa Catarina tem índice de homicídios por 100 mil habitantes de apenas 8,6, a Bahia se destaca negativamente com 42, quase cinco vezes mais. A região Nordeste é a mais perigosa, com35,9, enquanto a Sul se destaca pela tranquilidade com índice de 15,8. A segunda mais segura é o Sudeste, com 16,6.
Na Bahia, as piores cidades acima de 100 mil habitantes são Porto Seguro, marcando 61,1, Teixeira de Freitas com 58,4 e Salvador com 57,6. As três cidades mais tranquilas em termos de homicídios são Vitória da Conquista, que registra 29,5, Luis Eduardo Magalhães com 30,9 e Itabuna, com índice de 32,1. Mesmo assim, são muito altos.
Florianópolis é a capital mais segura, com índice de 10,7, enquanto Salvador é a mais perigosa, com escandaloso índice de 57,6, mais de 500% pior que a cidade catarinense. A segunda melhor é Brasília e a terceira, São Paulo. Do lado de baixo, a segunda mais violenta é o Recife com 57,2 e a terceira, Macapá, que marca 51.
No ranking geral das cidades, das 30 mais seguras, seis são de Santa Catarina, que lidera com Brusque, de índice 1,4; outras 18 são de São Paulo, maior estado do país; e duas são de Minas Gerais. Separando só as cidades com mais de 100 mil habitantes, a melhor é Blumenal/SC, seguida de Indaiatuba e Araraquara, ambas de São Paulo.
O Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil utiliza, exclusivamente, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes como indicador principal. Esse índice é calculado a partir dos registros oficiais do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, em conjunto com as estimativas populacionais do IBGE.
O SIM é um sistema nacional contínuo de registro de óbitos, em operação desde 1979, no qual cada morte é marcada segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Essas informações são produzidas por médicos e cartórios de registro civil e consolidadas pelas Secretarias de Saúde, o que permite a construção de uma base padronizada e comparável para todo o país. A decisão metodológica de utilizar apenas esse indicador reflete uma escolha de priorizar comparabilidade, padronização e independência.
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