'Master' afeta imagem de STF e M0raes
O caso do Banco Master pode acabar com a pouca credibilidade que o Supremo Tribunal Federal ainda possa ter. Um problema é que o dono do banco, Daniel Vocaro, contratou o escritório Barci de Moraes, que pertence à esposa e dois filhos do ministro Alex@ndre de M0raes, que não vai se declarar impedido de julgar.
Seu voto pode dar o ganho de causa para a própria esposa e gerar um pagamento milionário para o casal, já que a advogada ganha um percentual da causa, além de outros pagamentos feitos pelo cliente. Vocaro já entrou com pedido de Habeas Corpus no STF e o problema atinge outros ministros.
Entre 2022 e 2024, Vocaro patrocinou, com cotas milionárias, vários eventos promovidos com ministros do STF, em New York, Paris, Londres, Roma e Rio de Janeiro. Os ministros, que tiveram despesas e cachês pagos por Vocaro, agora serão responsáveis por julgar se ele ficará preso ou será solto.
A atuação de Moraes julgando causa da esposa é possível porque o STF ignorou a Constituição e as leis vigentes no país, mudando o "entendimento" e admitindo a situação constrangedora e impensável em outros países. Com que isenção um marido julga a causa que pode dar milhões à esposa e, indiretamente, a ele mesmo?
Para o pastor Silas Malafaia, a prisão preventiva do presidente Jair Bolsonaro foi decidida apenas como cortina de fumaça para desviar a atenção do envolvimento do Banco Master com o STF, a esposa do ministro e figuras do governo federal.
“Ele está desviando o foco da roubalheira do Banco Master, do corrupto, que roubou mais de R$ 12 bilhões, cuja mulher de Alexandre Moraes e os filhos são advogados e um monte de gente grande em Brasília envolvida”, afirmou. Malafaia descarta a tornozeleira como motivo para a prisão.
"Moraes se baseou na vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro e não na violação da tornozeleira. Quer dizer que o Flávio convoca uma vigília de oração e Bolsonaro é preso. Quer dizer que convocar manifestação pacífica é motivo de prender o outro, que não tem nada com isso?” criticou.
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