Baronesas tomaram a orla de Itabuna
Toda a orla fluvial de Itabuna se transformou num tapete verde, de ponta a ponta, graças às "baronesas" vindas desde Ibicaraí pelo rio Cachoeira. Apesar da beleza, as plantas causam transtornos e podem prejudicar a vida no rio, por consumir o oxigênio da água. Por isso é importante fazer a retirada imediata.
As baronesas tem um lado bom. Elas se desenvolvem com rapidez em locais poluídos e absorvem todas as impurezas e o lixo das águas. O problema é que, se não forem retiradas, morrem e soltam de volta todas as impurezas para o rio. Além disso, se concentram no fundo e trazem problemas para os peixes.
As baronesas também facilitam a reprodução de mosquitos, caramujos transmissores da esquistossomose e outros patógenos. A 'Eichhornia crassipes' é uma planta aquática invasora que tem rápido crescimento e capacidade de dominar corpos d'água. Cada planta produz milhares de sementes por ano, que ficam viáveis por mais de 28 anos.
Um problema da baronesa é que ela é atrativa e acaba comida por peixes e animais herbívoros que vivem próximo ao rio, como as capivaras de Itabuna e esta tartaruga da foto. Elas acabam consumindo junto a sujeira retirada do rio pela planta. No caso de Itabuna, a 'Eichhornia crassipes' se mistura à 'Panicum repens'.
Esta se espalha por suas ramificações, como uma corda de luzes de árvore de Natal, se entrelaçando com a baronesa. A planta tem ramos pontiagudos e podem ter até 20 cm de altura e criar um "colchão" de 15 cm de espessura. Quem descreveu as baronesas pela primeira vez foi o pesquisador Carl von Martius, que fez estudos no sul da Bahia.
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